A Polícia Federal (PF) investiga ameaças feitas contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT-MG). O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis, com apoio técnico especializado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF).
Eleita por Minas Gerais, Ana Elisa entrou para a história política como a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil, além de ter sido a segunda mais votada nas eleições em Minas.
Segundo a Polícia Federal, as medidas investigativas já foram iniciadas e incluem diligências especializadas, além de pedidos de cooperação policial internacional para obter informações que possam contribuir para a identificação dos responsáveis pelas ameaças.
A instituição informou que possui experiência na investigação de ameaças praticadas por meios eletrônicos contra autoridades, parlamentares, agentes públicos e outras pessoas com grande exposição pública.
Como exemplo, a PF citou a Operação Aggregatio, realizada em outubro de 2026, que permitiu identificar o responsável por ameaças e outras condutas criminosas praticadas pela internet contra parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados.
De acordo com a corporação, a investigação demonstrou que ocorrências inicialmente tratadas como casos independentes tinham uma origem comum. A identificação foi possível por meio de técnicas especializadas de investigação digital.
Em razão do sigilo necessário à preservação dos trabalhos, a Polícia Federal informou que não divulgará detalhes das diligências em andamento. A PF também ressaltou que ameaças contra qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade, com avaliação de risco e adoção das medidas de proteção consideradas necessárias pelas autoridades competentes.
A instituição afirmou que continuará atuando em cooperação com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos.