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Presidente de ong fala sobre envenenamento de gatos em BH: ‘Cena de terror’

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Dez animais morreram e outros dois estão internados (Reprodução/@bast.adotar/Instagram)

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O envenenamento de 12 gatos da ong BastAdotar, de Belo Horizonte, gerou comoção nas redes sociais nos últimos dias. Dez dos animais foram encontrados mortos no último sábado (22/2), quando a instituição se preparava para realizar mais uma feira de adoções no bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Os outros dois estão internados em estado grave.

Em contato com a 98, Ana Flávia Vieira Pires, presidente da ong, definiu o ocorrido como “uma cena de terror”. Ela conta que uma das voluntárias encontrou os gatos passando mal no abrigo pela manhã e pediu por socorro, mas ninguém conseguiu salvá-los.

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“Os voluntários que foram chegando posteriormente estavam focados em tirar os animais vivos do mesmo recinto, porque no primeiro momento a gente não sabia o que tinha causado as mortes. A gente não sabia se [o veneno] estava na água, se estava na comida, no ar, não sabíamos. Então essa foi a nossa primeira ação”, explica ela.

Uma veterinária esteve no local e realizou o trabalho de necropsia, constatando que os animais foram mortos com chumbinho. O veneno foi colocado em um patê para gatos.

“Iniciamos um trabalho de limpeza no abrigo, porque realmente virou uma cena de terror. Muitos gatos que passaram mal, tiveram diarreia, vomitaram em vários locais. Eles estavam espalhados pelo abrigo, então foi uma cena inesquecível e muito traumática. A gente nunca vai esquecer”, lamentou ela.

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Caso está sendo investigado

A Polícia Civil informou à 98 que apura as circunstâncias e a autoria dos fatos. “Na ocasião, a perícia oficial deslocou ao local, onde foram realizados os trabalhos de praxe e a coleta de vestígios que irão subsidiar a investigação”, disse a corporação.

A Guarda Civil Municipal do Meio Ambiente também esteve no local para coletar fotos e vestígios do ocorrido. A pena para o crime de maus tratos a animais, que resulta em morte, varia de 4 a 12 anos de prisão.

“A gente está aguardando a Polícia Civil chamar as pessoas que estiveram lá pela manhã para depor, para saber se ouviram ou viram alguma coisa. Está havendo uma grande pressão popular e política em cima da polícia para resolver esse caso, ele tomou uma proporção gigantesca assim como merece. É um caso muito delicado, vamos contribuir o máximo possível para que a justiça seja feita”, finalizou Ana Flávia.

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