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Em análise pela PBH, faixas para motos ajudam a economia, diz CDL/BH; proposta divide motociclistas

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A CDL/BH vê com bons olhos a implementação da chamada "Faixa Azul" em BH (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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As faixas exclusivas para motos podem estar mais próximas de se tornar realidade em BH. O prefeito da capital mineira, Álvaro Damião (União Brasil), defendeu a implantação dos equipamentos na cidade. Em entrevista na última semana, o prefeito afirmou que existem algumas vias com limitações para a implantação desses corredores, mas garantiu que “onde for possível fazer, será feito”.

Para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), implementação das faixas pode beneficiar a categoria dos motofretistas — considerada um dos motores da economia.

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“Os profissionais motociclistas são essenciais para nossa economia, especialmente para o setor de comércio e serviços. Eles tornaram-se ainda mais essenciais desde a pandemia com o aumento do serviço de entrega. Nós precisamos oferecer à eles condições seguras para a realização de seu trabalho”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, ouvido pela Rede 98.

“A criação de corredores exclusivos para motocicletas é uma demanda antiga da CDL/BH. Em 2016, nós solicitamos aos órgãos de segurança da capital fontes para viabilizar a criação de motofaixas”, acrescentou Marcelo. “Com essa iniciativa, visamos aumentar a segurança dos motociclistas e melhorar o fluxo do trânsito na cidade. Agora que a proposta foi apresentada às autoridades municipais, aguardamos a avaliação e a implementação desse espaço dedicado para as motos, que pode reduzir o risco de acidentes e facilitar a circulação de veículos nas vias”, finalizou.

Proposta divide motociclistas

Luiz Gustavo, motoboy de 38 anos, acredita que a medida seria muito bem-vinda, principalmente na região Central de Belo Horizonte. Na visão dele, a faixa exclusiva ajudaria a minimizar o número de acidentes na capital mineira.

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“Se implantasse só no Centro já ajudaria, porque é onde tem mais aglomeração de carros. Seria uma forma de ajudar a gente a evitar acidentes, já que a faixa seria nossa e proporcionar para a gente maior fluidez no trânsito nos horários de pico”, observou, em conversa com a Rede 98.

Já Cristiano Ferreira, motoboy há 23 anos, acredita que outras medidas deveriam ser colocadas em prática em conjunto com a Faixa Azul, como a conscientização dos demais motoristas e também a utilização das faixas exclusivas de ônibus pelos motociclistas.

“A criação da Faixa Azul para liberação dos motoboys em Belo Horizonte é uma ótima ideia. Mas, melhor seria, se a prefeitura, junto com os órgãos competentes, liberassem as faixas exclusivas de ônibus para as motos, principalmente na avenida Pedro II. Na avenida Cristiano Machado, o ideal seria ter aquela faixa exclusiva de ônibus também para as motos”, sugeriu ele.

Flávio Paranhos, por sua vez, acha que a iniciativa não funcionaria em Belo Horizonte como funciona em outras capitais do Brasil. “Na teoria seria algo interessante, porém, na prática, aqui em BH acho que não seria algo que daria tão certo. Comparado com as ruas de São Paulo, as nossas vias são muito estreitas”, observou.

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R$ 400 mil para criação das faixas para motos

A CDL/BH articulou a inclusão de uma emenda de R$ 400 mil na Lei Orçamentária Anual (LOA), destinada à criação de faixas exclusivas para motos. A emenda foi apresentada por meio de Sugestão Popular durante a tramitação da LOA na Câmara Municipal.

Após aprovação pelos vereadores, a proposta foi incorporada ao orçamento e oficializada pelo Executivo. De acordo com a LOA, deve ser obrigatoriamente executada em 2025.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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