PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Moraes suspende decretos de Lula e decisão do Congresso sobre IOF

Siga no

Audiência de conciliação foi marcada para 15 de julho - (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

A queda de braço entre o Governo Federal e o Congresso Nacional em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ganhou um novo capítulo. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de todos os decretos relacionados ao tema. Na decisão, desta sexta-feira, o relator ainda determinou uma audiência de conciliação.

O encontro entre o Governo Federal e representante do Congresso Nacional está marcado para 15 de julho, no plenário de audiências da Corte, em Brasília. Moraes estabeleceu ainda o prazo de 5 dias para que o Executivo e o Legislativo prestem esclarecimentos sobre o que os levou a tomar as decisões.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo o ministro, o embate entre o Executivo e o Legislativo é “indesejável” e contraria a independência dos Poderes. Ele afirmou que a Constituição não admite um decreto legislativo contra decretos do governo que não regulamentam uma lei. E ressaltou que os partidos políticos deveriam ter acionado o STF para questionar a decisão do governo Lula de aumentar o IOF e não sustar a medida por meio de um decreto legislativo.

Na terça-feira, dia 1º, o governo Lula acionou o STF para tentar manter em vigor os decretos que aumentaram o IOF. A decisão foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após avaliação da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os decretos foram derrubados pelo Congresso na semana passada, em uma derrota do governo Lula, que contava com o aumento no IOF para cobrir o rombo nas contas públicas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, afirmou que o Congresso Nacional não poderia ter sustado “de modo algum” o decreto presidencial que altera regras de cobrança do IOF. “Considerando que a Ação Declaratória de Constitucionalidade visa exatamente preservar a integridade, a higidez do ato praticado pelo chefe do Poder Executivo, a conclusão lógica é que este decreto continuaria válido. Portanto, ele não poderia ter sido, de modo algum, suspenso por ato do Congresso Nacional”, disse.

O impasse causou uma crise política entre o Legislativo e o Executivo e pode gerar um rombo de R$ 20 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Fazenda. (Com Agência Estado)

Compartilhar matéria

Siga no

João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Sabatina de Jorge Messias para vaga no STF será dia 29 de abril

Governo de Minas inicia obra de terminal metropolitano em Santa Luzia

Perfin amplia participação na Copasa e atinge 15,25% do capital

Flávio Bolsonaro pede união na direita depois de farpas entre Eduardo e Nikolas

Cármen Lúcia antecipa eleição no TSE e inicia transição para sucessor

Projeto que exige exame toxicológico para servidores avança na Câmara de BH

Últimas notícias

“Estação está completamente fechada”, relata motorista sobre protesto na estação São Gabriel

Jornalista Vladimir Herzog receberá título Doutor Honoris Causa pela USP

Atlético lança pacote de ingressos para jogos da Sul-Americana

Afrika Bambaataa, pioneiro do hip-hop, morre aos 67 anos nos EUA

Hospital Célio de Castro promove mutirão de doação de sangue em BH

Em um ano, metade das empresas de Minas Gerais fechou as portas

Astronautas da Apollo 10 ouviram música misteriosa no lado escuro da Lua

Minas mobiliza 96% das cidades em Dia D contra gripe neste sábado (11)

Mediunidade de Chico Xavier é tema de pesquisa científica