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Minas Gerais liderou a seleção com 20 projetos aprovados e 35% do valor total dos investimentos (Ricardo Teles/GOV.BR)

Minas Gerais liderou a seleção com 20 projetos aprovados e 35% do valor total dos investimentos (Ricardo Teles/GOV.BR)

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No dia 12 de junho de 2025, o BNDES — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social — e a FINEP — uma agência pública de financiamento à inovação — divulgaram a seleção de 56 planos de negócio voltados à transformação de minerais estratégicos, com foco na transição energética e descarbonização da economia. O investimento total estimado é de R$ 45,8 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões vêm de recursos públicos — sendo R$ 4 bilhões do BNDES e R$ 1 bilhão da FINEP.

A iniciativa teve grande adesão: 124 propostas enviadas e uma demanda total de R$ 85 bilhões em financiamento.

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Os minerais contemplados são essenciais para tecnologias limpas. Entre eles estão:

  • Terras raras (10 projetos)
  • Lítio (8 projetos)
  • Grafite (6 projetos)
  • Cobre (4 projetos)
  • Silício (4 projetos)
  • Além de níquel, titânio e minerais platinoides

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Minas Gerais liderou a seleção com 20 projetos aprovados e 35% do valor total dos investimentos. Em seguida, vem a Bahia, com nove projetos selecionados.

Essa iniciativa é parte de uma estratégia maior para fortalecer a autonomia tecnológica brasileira, reduzir a dependência externa, agregar valor localmente e posicionar o país como protagonista na economia de baixo carbono.

E por que isso importa? Por vários fatores:

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1. Geopolítica — Minerais estratégicos tornaram-se objeto de disputa global por tecnologias do presente e do futuro, como baterias e eletrificação.

2. Sustentabilidade — Projetos sustentáveis exigem critérios socioambientais rigorosos, alinhando a mineração aos padrões modernos de governança.

3. Movimento regional — Minas Gerais reafirma seu protagonismo mineral, enquanto regiões como o Norte e o Nordeste ganham espaço e descentralizam a inovação industrial no país.

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Esse passo reforça que, para transformar recursos minerais em valor concreto, é preciso uma atuação coordenada entre governo, academia e indústria, com responsabilidade socioambiental e visão de longo prazo.

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Leonardo Gandara

Graduado em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), especialista em Legislação e Regulação Ambiental (Ecobusiness School), MBA em Direito da Energia (FGV Rio) e Mestre em Direito Público (PUC Minas). Advogado, Gerente Jurídico da Equinox Gold, atua na indústria da mineração há mais de 20 anos, além de processos de reparação de desastres; professor em cursos de pós-graduação e autor de artigos científicos.

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