Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp

Peça um Rock
Anuncie Aqui
  • Ao vivo
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Custo Brasil
  • Colunistas
  • DLI Zap
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • BH e região
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Economia
  • Política
  • Custo Brasil
  • Colunistas
  • DLI Zap
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Ao vivo
  • Ao vivo
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Juro alto não é culpa do BC: é culpa da política fiscal

Por

Izak Carlos

Izak Carlos
  • 05/11/2025
  • 12:11

Siga no

pix agendado banco central
(Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

(Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

Compartilhar matéria

Às vésperas da reunião do Copom, o ministro da Fazenda resolveu, mais uma vez, aparecer e palpitar sobre um tema que não lhe pertence: a taxa de juros. Felizmente, o mercado já se acostumou com suas declarações desastradas e, talvez por fadiga, já as ignore. Mas não dá para deixar passar as incongruências técnicas e os equívocos conceituais que marcaram sua fala recente. Desejo eu que sejam motivadas mais por interesse político do que por desconhecimento econômico. É o que quero acreditar enquanto cidadão.

O ministro começou sua sequência de equívocos afirmando que “por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, eles vão ter que cair”. Essa é uma fala que mostra, no mínimo, uma compreensão distorcida da dinâmica bancária e da própria economia do crédito.

Bancos não ganham com juros altos, ao contrário do que sugere a frase. Quando os juros permanecem elevados por muito tempo, o crédito encolhe, o consumo cai e a inadimplência aumenta. Com isso, o sistema bancário perde fôlego. Instituições financeiras vivem de emprestar e, para isso, precisam de um ambiente previsível, com inflação sob controle e confiança na política econômica. Juros altos demais, por tempo demais, são prejudiciais para o crescimento do crédito, para os bancos e, principalmente, para a economia real.

A segunda pérola do ministro foi ainda mais grave. Ele disse: “Não tem como sustentar 10% de juro real com inflação andando em 4,5%. Você vai supor um juro de 15% em nome de quê?”

A declaração ignora a lógica básica da política monetária. O Banco Central não reage à inflação corrente, como parece sugerir o ministro. Ele reage à inflação esperada e à inflação inercial, isto é, à tendência de persistência dos aumentos de preços e às expectativas para os próximos anos.

E é justamente aí que está o problema. Mesmo que a inflação atual esteja próxima de 4,5%, como disse o ministro, a meta oficial é de 3%. Estamos, portanto, acima da meta tanto no presente quanto nas previsões futuras. E isso não é culpa do Banco Central — é reflexo direto da falta de responsabilidade fiscal do próprio governo.

As expectativas de inflação para 2025, 2026 e 2027 continuam desancoradas. O mercado não acredita que a inflação vá convergir para o centro da meta no médio prazo. E por que isso ocorre? Porque o governo gasta demais, cria programas sem fonte permanente de receita e transmite incerteza sobre a trajetória da dívida pública.

O resultado é previsível: a política fiscal expansionista empurra a política monetária para o aperto. Enquanto o Ministério da Fazenda pisa no acelerador do gasto, o Banco Central é obrigado a pisar no freio dos juros.

Em economia, não existe alquimia. Não dá para ter juros baixos com gasto público descontrolado, inflação desancorada e dívida pública em trajetória explosiva. A taxa Selic é consequência — e não causa — do desarranjo fiscal.

O ministro da Fazenda reclama da taxa de juros, mas ignora que é o próprio comportamento do governo que obriga o Banco Central a agir com cautela. O dia em que o ministro parar de fazer politicagem e começar a fazer gestão fiscal, o Banco Central poderá, enfim, exercer seu trabalho com mais liberdade e eficácia.

Na prática, o único motivo de termos juros a 15% ao ano é o próprio ministro. Se ele quer que a Selic caia, não precisa dar entrevistas — precisa entregar responsabilidade fiscal, credibilidade e previsibilidade. Só assim os juros cairão de forma sustentável e o país poderá crescer com estabilidade e confiança.

Compartilhar matéria

Gostou desta notícia?

→ Comece seus dias sempre atualizado com o que rola de relevante nos negócios, economia e tecnologia em Minas Gerais, no Brasil e no Mundo.

98 News

Siga no

Izak Carlos

Izak Carlos

É economista-chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Formado em economia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com MBA em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas, mestrado e doutorado em economia aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), já atuou como economista, especialista e consultor econômico da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Izak também é sócio-diretor da Axion Macrofinance e Especialista do Instituto Millenium.

Webstories

A história do jogo de Campeonato Mineiro que Ronaldo Fenômeno nunca esqueceu

Cinco ‘podrões’ imperdíveis na Grande BH

Mais de Entretenimento

Mais de 98 News

Governo erra no tom e foge do tamanho real do problema

Mercado reduz aposta em queda forte da Selic

Exportação de frango mantém Brasil em alerta

IA muda o perfil de liderança nas empresas

AngloGold amplia produção de ouro em Minas Gerais

PEC 6 reacende debate sobre produtividade no Brasil

Últimas notícias

CBF divulga numeração oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026; Neymar fica com a 10

Edinho Silva cita ex-reitora da UFMG como nome do PT para disputa em Minas

Mulher é resgatada de helicóptero após picada de cobra na Serra do Cipó

PT de Minas aumenta pressão por candidatura própria ao governo em 2026

Atlético tem desfalque de última hora para duelo contra o Vasco

Nos pênaltis, PSG conquista o bicampeonato da Champions League em Budapeste

Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos

Bia Haddad vence nas duplas em Roland Garros e avança às oitavas no dia do aniversário

Prefeitura de Contagem aciona Polícia Civil após sofrer ataques cibernéticos em sistemas

  • Notícias
  • Auto
  • BH e Região
  • Brasil
  • Carreira
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Minas Gerais
  • Mundo
  • Política
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol em Minas
  • Futebol no Brasil
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Cinema, TV e Séries
  • Famosos
  • Nas Redes
  • Humor
  • Música
  • Programas 98
  • Rock Insônia
  • No Fundo do Baú
  • Central 98
  • 98 Esportes
  • Buenos Días
  • 98 Futebol Clube
  • Ricardo Amado
  • Catimba 98
  • Graffite
  • Barba, Cabelo e Bigode
  • Preleção
  • Jornada Esportiva
  • Giro na Gringa
  • Os Players
  • Matula
  • Buteco
  • Cadeira Cativa
  • Tudo Menos Futebol
  • Redes Sociais 98
  • @rede98oficial
  • @rede98oficial
  • /rede98oficial
  • @98live
  • @98liveesportes
  • @98liveshow
  • @rede98oficial
  • Redes Sociais 98 News
  • @98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98newsoficial
  • @98newsoficial
  • /98-news-oficial

Baixe Nosso Aplicativo

Siga a Rede 98 no

  • Ao Vivo na 98
  • Contato
  • Anuncie na 98
  • Termos de Uso e Política de Privacidade

Rede 98 © 2021-2025 • Todos os direitos reservados

Avenida Nossa Senhora do Carmo, 99, Sion - 30.330-000 - Belo Horizonte/MG

  • Ao vivo
  • Plateia 98
  • Assine a Update
  • Notícias
  • BH e região
  • Brasil
  • Economia
  • Imersão Indústria
  • Custo Brasil
  • Meio Ambiente
  • Mercado Automotivo
  • Mundo
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Esportes
  • América
  • Atlético
  • Cruzeiro
  • Futebol no Mundo
  • Mais Esportes
  • Olimpíadas
  • Seleção Brasileira
  • Entretenimento
  • Agenda
  • Famosos
  • Gastronomia
  • Humor
  • Música
  • Redes