PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Justiça do Rio suspende falência da Oi decretada dias antes por juíza

Siga no

Antiga operadora telefônica está há dez anos em recuperação judicial (José Cruz/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

A segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a decretação de falência da Oi e determinou a retomada da recuperação judicial da companhia de telecomunicações, processo que dura quase dez anos.

A decisão foi tomada pela desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara de Direito Privado do TJRJ. Ela atendeu a pedidos de bancos credores como Itaú e Bradesco e reverteu a falência que havia sido decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro na última segunda-feira (10).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os bancos sustentaram que interromper o funcionamento da empresa pode gerar prejuízos irrecuperáveis para credores, clientes e funcionários. Eles pediram nova oportunidade para que que a companhia cumpra o plano aprovado na recuperação, incluindo a venda de ativos capazes de fazer caixa para o pagamento de dívidas.

A desembargadora que analisou o recurso deu razão aos credores, afirmando que a liquidação antecipada e desordenada implicaria em desvalorização abrupta dos ativos da companhia, além de causar prejuízos ao público, devido aos relevantes serviços prestados pela Oi.

Costa determinou a reintegração dos administradores judiciais anteriores e mandou ainda que seja investigada a empresa norte-americana Pimco, gestora de recursos financeiros que acabou ficando com o controle da Oi após a execução de títulos vencidos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A magistrada afirmou que a recuperação judicial é o meio que permite uma liquidação mais “organizada e planejada dos ativos”.

Primeira instância

Para decretar a falência da Oi, a juíza Simone Gastesi Chevrand havia apontado a insolvência técnica e patrimonial da empresa de telecomunicações.

De acordo com a magistrada, a empresa acumula dívidas de aproximadamente R$ 1,7 bilhão e tem receita mensal de cerca de R$ 200 milhões, com patrimônio considerado “esvaziado”. Na decisão, a juíza afirmou que “a Oi é tecnicamente falida” e que não há mais viabilidade econômica para o cumprimento de suas obrigações.

Segundo o TJ-RJ, a decisão foi tomada após manifestação da própria empresa e do interventor judicial, que relataram a impossibilidade de pagamento das dívidas e o descumprimento de partes do plano de recuperação. A juíza destacou que “não há a mínima possibilidade de equacionamento entre o ativo e o passivo da empresa”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Conta de luz seguirá com bandeira amarela em julho, confirma Aneel

VÍDEO: PRF encontra quase 200 celulares escondidos em compartimentos secretos de caminhão no Paraná

ChatGPT aciona FBI e pai é preso após planejar morte do próprio filho no Brasil; entenda

Banco Central decreta liquidação da Sefer Investimentos, investigada por suposta ligação com o Banco Master

Governo vai exigir alertas sobre riscos em propagandas de bets durante transmissões da Copa

Advogado que concordou com condenção de cliente é encontrado morto em Florianópolis

Últimas notícias

Senegal goleia Iraque e fica vivo em disputa para o mata-mata da Copa

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Com hat-trick de Dembelé, França vence a Noruega e garante classificação invicta na Copa do Mundo

América acerta rescisão com Val Soares e volante deixa o clube

Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do Brasil na Copa; queda na próxima partida pode chegar a 20%

Venezuela tem quase 1 mil mortos por causa de terremotos

Fiemg vê bandeira amarela com cautela diante de alertas sobre El Niño

Parlamentares da Federação Brasil da Esperança reforçam apoio a Marília Campos ao Senado

Ancelotti poupa titulares em primeiro treino para Brasil x Japão