Existe uma geração inteira que só usa e nasceu na era dos smartphones, um computador na palma da mão. Outros, porém, viveram a transição da era dos tijolões, os primeiros telefones portáteis. Você lembra deles? Teve algum dos modelos abaixo?
Os primeiros celulares portáteis
Antes deles, o telefone era algo fixo, preso à parede. Quando os primeiros modelos chegaram ao Brasil, a sensação era de estar vivendo um filme de ficção científica. Mas não era apenas o tamanho que impressionava; eram as dinâmicas que esses aparelhos criaram.
O verdadeiro “tijolão” raiz. Ele foi o primeiro celular vendido no Brasil (lançado em 1990). Tinha uma antena que parecia um para-raios e uma bateria que ocupava metade do aparelho. Se você teve um desses, você viveu o início de tudo.
A Nokia dominou o imaginário brasileiro com este modelo. Foi quem apresentou o “Snake” (jogo da cobrinha) ao país e permitia trocar as frentes coloridas para combinar com o seu estilo.
O primeiro objeto de desejo minimalista. O StarTAC era fino (para a época) e tinha o icônico sistema de abrir e fechar. Foi ele quem tirou o celular da “bolsa de couro” e o colocou no bolso da calça.
Famoso por aguentar quedas de escadas e continuar funcionando perfeitamente. Marcou a era dos planos pré-pagos e é protagonista de memes sobre sua resistência até hoje.
Ficou eternizado por uma função extra: uma luz de LED no topo que foi mais usada do que o próprio telefone em noites de apagão. Simples, barato e eficiente.
Representante do mercado brasileiro, a Gradiente licenciou modelos de sucesso e colocou o celular na mão de milhões de famílias no país através das grandes lojas de varejo.
Curiosidades que o tempo não apaga (e os jovens não acreditam)
Bateria de uma semana: É difícil explicar para quem nasceu no Instagram que a gente carregava o celular no domingo e só precisava da tomada no sábado seguinte.
O toque monofônico: Não existia MP3. Os toques eram bipes agudos que tentavam imitar músicas famosas. Quem nunca passou horas no “compositor” tentando criar o hit do momento?
A lanterninha salvadora: Modelos como o Nokia 1100 ficaram famosos por uma única função extra: uma luz de LED no topo que era mais usada do que o próprio telefone em noites de apagão.
O custo do SMS: Cada mensagem era um investimento. Escrevíamos tudo abreviado (o famoso “internetês” nasceu ali) para não ultrapassar o limite de 160 caracteres e pagar duas vezes.
Por que essa era é inesquecível?
Diferente dos smartphones atuais, que são todos muito parecidos, retângulos pretos de vidro —, a era do tijolão era marcada pelo design experimental. Tinha celular que girava, que deslizava, que tinha antena de puxar e que trocava de cor. Era uma época onde a tecnologia estava descobrindo sua identidade.
Embora hoje pareça pré-história, essa era moldou a forma como nos comunicamos. O termo “tijolão” nasceu da mistura de resistência com o tamanho avantajado dos aparelhos, mas para quem viveu aquela época, eles significavam uma coisa: liberdade.
