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Com investimento de R$ 200 milhões, CBF anuncia profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro

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Projeto cria contratos de prioridade para árbitros, amplia uso de tecnologia e estabelece novos critérios de avaliação e desempenho (Foto: Reprodução/CBF)

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A CBF apresentou nesta terça-feira (27/1) o projeto de profissionalização da arbitragem no futebol brasileiro, restrito inicialmente à Série A do Brasileirão. Pela primeira vez, 72 árbitros e assistentes passarão a ter contrato de prioridade com a entidade, formando o grupo chamado de “elite do apito”.

O modelo prevê melhor remuneração e maior dedicação, sem exigência de exclusividade, e contempla 59 homens e 13 mulheres. A iniciativa representa uma mudança estrutural na forma como a arbitragem passa a ser administrada no país.

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Batizado de PRO, o projeto foi desenvolvido com a participação de representantes de 38 clubes das Séries A e B, além de consultores especializados, e tem inspiração em ligas europeias como Premier League, LALIGA e Bundesliga. A seleção dos profissionais levou em conta o desempenho nas temporadas 2024 e 2025 e o uso do distintivo da Fifa.

O novo sistema estabelece salário fixo, valores variáveis por partida e bonificações por desempenho. Para viabilizar o modelo, a CBF prevê investimento de R$ 195 milhões no biênio, um aumento de R$ 50 milhões em relação ao ciclo anterior.

Principais mudanças do projeto

  • Criação de contratos de prioridade para 72 árbitros e assistentes da Série A
  • Implantação de salário fixo, com redução do peso dos valores variáveis por jogo
  • Bonificação por desempenho individual ao longo da temporada
  • Avaliações trimestrais; em caso de reprovação, o árbitro ficará até três meses sem atuar, recebendo apenas o valor fixo
  • Ranking interno de desempenho, com possibilidade de não renovação de contratos em caso de recorrência de falhas
  • Rescisão unilateral por parte da CBF em situações de erros repetidos
  • Uso de árbitros fora do quadro de elite em jogos de menor apelo técnico da Série A
  • Nova central do VAR, com estrutura mais segura e confortável
  • Encontros mensais e monitoramento tecnológico por meio do “kit da arbitragem”, que inclui smartwatch
  • Novo protocolo da “geladeira”, com afastamento de 28 dias em casos de erro grave e retorno em divisão inferior
  • Implementação, até o fim da temporada, de todos os recursos tecnológicos aprovados pela Fifa, como VAR, impedimento semiautomático, refcam e tecnologia da linha do gol

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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