A CBF planeja iniciar um ciclo de mudanças estruturais para alterar a dinâmica do futebol brasileiro. A entidade confirmou a criação de um grupo de trabalho focado em analisar propostas importantes. Esses temas impactam o sistema de descenso, a composição das equipes e também as condições de jogo.
Confira os detalhes das pautas que a comissão vai debater nos próximos dias:
Mudanças no rebaixamento e acesso
O modelo atual, que prevê a queda e a subida de quatro clubes, permanece inalterado desde 2004. A proposta em estudo sugere reduzir esse número para três equipes, buscando uma maior preservação dos investimentos realizados pelos clubes da elite. Essa movimentação ocorre logo após a CBF confirmar a implementação de playoffs na Série B, sinalizando uma transição para modelos de disputa mais próximos aos padrões europeus.
A discussão sobre a estabilidade na Série A ganhou força por meio de pedidos diretos de presidentes de grandes clubes. O argumento central é que o volume de quatro quedas em um campeonato de vinte times é considerado alto e gera uma insegurança financeira que prejudica o planejamento a longo prazo. O grupo de trabalho vai analisar os impactos técnicos e comerciais que essa redução de 20% no fluxo de troca entre divisões pode causar ao torneio.
Debate sobre o gramado sintético
A utilização de superfícies artificiais divide opiniões entre atletas e dirigentes. Alguns clubes investiram na tecnologia para garantir a qualidade do campo em calendários apertados. Por outro lado, diversos adversários reclamam de uma vantagem competitiva desproporcional. A CBF pretende mediar o conflito ao analisar dados de performance e também a integridade física dos jogadores.
A pauta deve focar na criação de normas rígidas de padronização. Existe uma pressão para que o futebol brasileiro retorne ao gramado natural. Muitos alegam que a velocidade da bola e o impacto nas articulações alteram o jogo. Dessa forma, o estudo técnico vai definir se o sintético continuará como uma opção válida para os estádios.
Limite de jogadores estrangeiros
A regra atual permite nove estrangeiros por partida. Esse número representa um salto em relação ao limite de cinco atletas que vigorou anteriormente. Clubes com maior poder de mercado celebraram essa flexibilização. No entanto, a CBF agora reavalia se essa abertura sufoca o surgimento de novos talentos locais nas equipes principais.
O movimento pela redução sustenta que os estrangeiros retiram minutos preciosos dos jovens da base. Assim, o debate vai confrontar a internacionalização do Brasileirão com a necessidade de revelar jogadores. A comissão buscará um equilíbrio numérico. A intenção é manter o nível técnico sem comprometer o desenvolvimento do atleta brasileiro em solo nacional.