O governador de Minas e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), participou do Start na 98 News nesta sexta-feira (20/2) e falou sobre a situação em que entrega o estado após pouco mais de 7 anos de governo e das expectativas para a eleição presidencial em outubro.
Entregando Minas ‘nos trilhos’
Em entrevista a Guilherme Ibraim, Laura Couto e Paulo Leite, o governador afirmou que deixa o estado em condições melhores do que as encontradas no início de sua gestão. Ao comparar os cenários de início e fim de gestão, o governador utilizou uma metáfora para ilustrar a situação financeira do estado. “O Mateus vai ter desafios, mas vai pegar o trem em cima dos trilhos já. Eu peguei o trem no fundo do oceano e tive que pegá-lo e consertá-lo”, afirmou.
Reajuste para servidores
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o vice-governador Mateus Simões (PSD) deverá anunciar um reajuste salarial para os servidores estaduais ainda neste ano. Sem mencionar valores ou percentuais, Zema indicou que o aumento será concedido dentro dos limites fiscais do Estado.
Reforma na Previdência
Zema afirmou que o Brasil precisa discutir uma nova reforma da Previdência diante do aumento da expectativa de vida da população. Entre as sugestões, o governador defendeu que a expectativa de vida seja considerada como parâmetro para o tempo de contribuição ao sistema previdenciário. Para ele, o aumento da longevidade exige ajustes nas regras para garantir o equilíbrio financeiro da Previdência no longo prazo.
Distribuição de recursos e transparência
O governador Zema defendeu uma mudança estrutural na distribuição de recursos no Brasil. “A maior parte dele [recurso de impostos] que puder ficar onde é gerado é o ideal. Você hoje leva tudo para Brasília ou uma parte muito grande, muito maior do que deveria e aí você tem uma concentração de poder muito grande, e quando tem concentração de poder, ocorre isso que nós estamos assistindo aí, esses grandes abusos”, disse o governador.
Zema também criticou a falta de transparência na distribuição do dinheiro de emendas parlamentares. O governador alertou para o risco de corrupção sistêmica nestes repasses sem destinação clara, comparando o mecanismo a “rachadinhas escondidas”.
Disputa presidencial
Romeu Zema disse que se sentiria honrado em ser vice de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, no entanto, pretende manter a candidatura própria para “chacoalhar” o cenário político. Ele disse se considerar um “outsider” capaz de interferir no que chamou de “establishment” político. O governador afirmou, no entanto, que ainda é cedo e que a chapa não está definida.
Veja a entrevista na íntegra:
