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Comissão é criada para monitorar qualidade da água da Lagoa da Pampulha

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Dados divulgados em dezembro de 2025 mostram nível ótimo em parte da lagoa - (PBH / Divulgação)

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Comissão criada pela Prefeitura de Belo Horizonte vai monitorar a qualidade das águas da Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade. O grupo é composto pelo secretário Municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna, e outros integrantes do Executivo. Estratégia acontece meses após operação da Polícia Federal durante investigação de fraudes em contratos públicos relacionados ao tratamento do reservatório.

Em portaria publicada no Diário Oficial do Município, a prefeitura explica que o objetivo da Comissão será acompanhar, propor e avaliar ações voltadas à manutenção, limpeza e melhoria da qualidade das águas da Lagoa da Pampulha.

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O grupo terá que pesquisar e propor tecnologias, métodos e boas práticas voltadas ao aprimoramento do processo de limpeza e manutenção, e acompanhar os processos licitatórios destinados à contratação de serviços de despoluição.

A Comissão poderá convidar representantes de outros órgãos e entidades públicas ou privadas, bem como especialistas, para participar de reuniões e atividades específicas, sem direito a voto.

Operação da Polícia Federal

No ano passado, ações na Lagoa da Pampulha foram alvos da Polícia Federal. Inquérito aberto pelo órgão apurou suspeita de irregularidades em contratos feitos sem licitação, voltados para melhorar a qualidade da água.

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Na época, houve o bloqueio de mais de R$ 440 mil em nome de um servidor público investigado, suspeito de ter recebido vantagem indevida por meio de transações bancárias.

Após a operação, o chefe da Diretoria de Gestão de Águas Urbanas, Ricardo de Miranda Aroeira, acabou exonerado.

Qualidade da água

Dados do 10º Relatório Trimestral do Plano de Ação da Bacia da Pampulha, divulgado pela Copasa em dezembro, mostra que o monitoramento da qualidade da água no interior da lagoa, na estação do Pampulha Iate Clube (PIC), alcançou a classificação “Ótima”.

No cenário geral da bacia, o monitoramento indica uma tendência de melhora significativa: 90% das amostras coletadas nos cursos d’água apresentaram resultados classificados como “aceitável”, “bom” ou “ótimo”.

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João Henrique do Vale

Jornalista formado em Comunicação Social pela UNA e pós-graduado em Comunicação em Saúde pela ESP-MG. Trabalhou por 10 anos no Jornal Estado de Minas. Com passagens, também, pela TV Horizonte e Rádio Inconfidência.

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