O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (2/3) em forte alta, registrando avanço de 0,21% na abertura e sendo cotado a R$ 5,1475. O movimento reflete uma busca global por segurança após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã durante o último final de semana.
Com o agravamento das tensões no Oriente Médio, investidores estão migrando o capital para ativos considerados “porto seguro”, o que impulsionou a moeda norte-americana ao seu maior nível em cinco semanas. A aversão ao risco é alimentada por ataques estratégicos e pela instabilidade no fornecimento de energia, com o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz sofrendo interrupções.
Impacto global e o índice DXY
Às 7h, o Índice DXY, que compara o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,6%, atingindo os 98,187 pontos. Este patamar não era alcançado desde o final de janeiro e indica uma recomposição tática de posições e cobertura de risco (hedge) por parte de grandes fundos e instituições financeiras.
Segundo analistas de mercado, a valorização intensificada da cotação do dólar deve-se à incerteza sobre a duração do conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as ações visam desarticular o aparato militar iraniano, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a mobilização total das forças do exército israelense.
Cenário para o dólar real
No Brasil, o valor do dólar sofre influência direta desse cenário externo. A valorização da moeda frente ao real reflete o temor de que o aumento nos preços do petróleo — que chegou a saltar mais de 10% no mercado internacional — pressione a inflação global, forçando os bancos centrais a manterem taxas de juros elevadas por mais tempo.
