O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá neste fim de semana, em Miami, cerca de 12 presidentes da América Latina alinhados à política externa da Casa Branca. O presidente Lula não está entre os convidados e, segundo fontes oficiais, não participaria do encontro mesmo se tivesse sido convidado.
A reunião ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à guerra envolvendo o Irã.
Brasil busca reunião bilateral com os EUA
O governo brasileiro aguarda a confirmação de um encontro bilateral entre Lula e Trump em Washington.
Segundo o Palácio do Planalto, foi sugerida uma data para a segunda quinzena de março, mas ainda não houve resposta oficial do governo americano.
O interesse brasileiro está concentrado na relação bilateral, especialmente em temas econômicos e estratégicos.
Líderes aliados de Trump participam da reunião
Entre os presidentes latino-americanos convidados para o encontro estão:
- Javier Milei
- Daniel Noboa
- Santiago Peña
- Rodrigo Paz
- Nayib Bukele
- Rodrigo Chaves Robles
Os líderes presentes são considerados próximos da política externa americana e evitam confrontos com o governo Trump. Alguns desses países também dependem fortemente de apoio econômico dos Estados Unidos ou de organismos internacionais influenciados por Washington.
Brasil critica ofensiva dos EUA contra o Irã
O governo brasileiro criticou a ofensiva americana contra o Irã, país integrante do Brics e parceiro diplomático do Brasil. Além disso, o governo Lula também rejeita integrar o chamado Conselho da Paz, iniciativa defendida por Trump.
Segundo fontes em Brasília, a posição brasileira é clara. O país não pretende aderir à articulação internacional liderada pelos Estados Unidos nesse contexto.
Agenda internacional de Lula inclui encontro sobre democracia
Enquanto Trump articula o encontro com aliados em Miami, Lula prepara agenda diplomática na Europa.
Em abril, o presidente visitará a Espanha e participará de uma reunião internacional em defesa da democracia.
O encontro ocorrerá em Barcelona e reúne líderes de países como:
- Brasil
- Espanha
- Colômbia
- Chile
- Uruguai
O evento é visto como uma iniciativa crítica às posições defendidas pelo governo Trump no cenário internacional.
EUA buscam conter influência da China na região
Um dos objetivos da reunião em Miami é reforçar a influência americana no continente diante do avanço da China na América Latina.
Segundo a Casa Branca, o governo Trump busca reafirmar a liderança dos Estados Unidos no hemisfério.
A secretária adjunta de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou:
“Após anos de negligência, o presidente Trump estabeleceu a ‘Doutrina Donroe’ para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental.”
Durante o encontro, os líderes devem discutir a chamada Carta de Doral, documento que tratará da cooperação regional e da defesa da soberania dos países latino-americanos.
Relação Brasil-EUA vive momento de tensão
Nesse cenário, a relação entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento de distanciamento diplomático.
Segundo analistas, as divergências sobre política externa e conflitos internacionais tornaram a relação entre Lula e Trump uma das principais tensões na política hemisférica atual.
