A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou a criação de vagas adicionais destinadas a pessoas trans e travestis nos cursos de graduação e pós-graduação da instituição. A nova política afirmativa passará a valer nos processos seletivos a partir de 2027.
Poderão concorrer às vagas pessoas autodeclaradas trans ou travestis que tenham 18 anos completos no momento da matrícula e renda familiar mensal de até um salário mínimo por pessoa.
A UFMG esclarece que a medida não altera a Lei de Cotas nem cria uma nova modalidade dentro das reservas de vagas já existentes. Na prática, serão criadas vagas adicionais específicas para esse público, ampliando o acesso à universidade sem modificar as cotas atuais.
De acordo com a Universidade, a iniciativa busca enfrentar desigualdades históricas que limitam o acesso da população trans ao ensino superior.
“Ontem tivemos um avanço muito grande em direção à defesa dos direitos humanos na nossa universidade. Aprovamos no Conselho Universitário a adoção de vagas adicionais para pessoas trans e travestis na UFMG, uma demanda histórica dos movimentos sociais e da nossa comunidade”, declarou a reitora Sandra Goulart.
Ainda segundo a reitora, a instituição vem adotando ao longo dos últimos anos diversas resoluções voltadas à promoção dos direitos humanos no ambiente acadêmico. Ela ressaltou que a política já foi analisada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão antes de receber a aprovação final do Conselho Universitário.
