O guitarrista Phil Campbell, conhecido por sua longa trajetória na banda britânica Motörhead, morreu aos 64 anos, nessa sexta-feira (13/3). Tanto familiares quanto o grupo Phil Campbell and the Bastard Sons, projeto que o músico mantinha com os filhos, confirmaram a informação nas redes sociais.
Segundo o comunicado, Phil Campbell faleceu após enfrentar um período de internação em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), consequência de complicações decorrentes de uma cirurgia considerada complexa. A família afirmou que ele partiu “em paz”, após uma longa batalha no hospital, e pediu privacidade neste momento.
Nascido em Pontypridd, no País de Gales, em 1961, Phil Campbell se tornou um dos guitarristas mais associados ao som do heavy metal nas últimas décadas. Ele integrou o Motörhead por mais de 30 anos, sendo o guitarrista mais longevo da história do grupo.
Passagem marcante pelo Motörhead
A entrada de Phil Campbell no Motörhead ocorreu em 1984, quando a banda liderada por Lemmy Kilmister buscava renovar sua formação. A partir daquele momento, o guitarrista passou a fazer parte da fase mais duradoura do grupo, contribuindo para consolidar o estilo agressivo que misturava heavy metal, hard rock e punk.
Durante sua permanência no Motörhead, Phil Campbell participou da gravação de diversos álbuns importantes da discografia da banda. Entre eles estão “Orgasmatron” (1986), “Rock ’n’ Roll” (1987), “1916” (1991) e “Inferno” (2004), além do último disco de estúdio do grupo, “Bad Magic”, lançado em 2015.
A banda encerrou suas atividades naquele mesmo ano, após a morte de Lemmy Kilmister.
Início da carreira e influências
Antes de alcançar notoriedade internacional, Phil Campbell iniciou sua trajetória musical ainda adolescente. Ele começou a tocar guitarra aos 10 anos, inspirado por nomes como Jimi Hendrix, Tony Iommi e Jimmy Page.
Nos anos 1970 e início dos anos 1980, o músico integrou bandas do cenário britânico de heavy metal, incluindo o grupo Persian Risk, ligado ao movimento conhecido como New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM).
Essa experiência ajudou a consolidar o estilo de Campbell, marcado por riffs diretos e solos rápidos, características que se tornariam parte essencial do som do Motörhead.
Projetos após o fim do Motörhead
Após o encerramento do Motörhead, em 2015, Phil Campbell seguiu ativo na música. Em 2016, formou a banda Phil Campbell and the Bastard Sons, ao lado de seus três filhos, Todd, Tyla e Dane Campbell, além do vocalista Neil Starr.
O grupo lançou álbuns como “The Age of Absurdity” (2018) e “We’re the Bastards” (2020), mesclando composições próprias com apresentações de clássicos do Motörhead em shows pelo mundo.
Além da banda familiar, Campbell também lançou projetos solo e participou de gravações como músico convidado ao longo dos anos, mantendo presença constante no circuito do rock.
