O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais iniciou as obras emergenciais para recuperar a ponte Volta Grande, sobre o Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no Triângulo Mineiro. A estrutura segue totalmente interditada, inclusive para pedestres, e a previsão é que o tráfego seja liberado em cerca de 60 dias.
Segundo o DER-MG, os trabalhos começaram com a instalação de anéis metálicos nos pilares que apresentaram danos. A medida foi adotada depois de vistorias técnicas identificarem trincas em um dos apoios da ponte, o que comprometeu a segurança da estrutura.
A ponte liga as rodovias AMG-2540, em Minas, e SP-413, em São Paulo, e é considerada um elo logístico importante entre o Triângulo Mineiro e o interior paulista.
Ponte segue interditada desde fevereiro
A interdição total está em vigor desde 5 de fevereiro. Antes disso, havia uma liberação parcial apenas para veículos leves, mas uma nova inspeção técnica apontou risco à integridade da ponte e levou ao bloqueio completo.
Construída em 1974, a estrutura tem 540 metros de extensão e é usada por motoristas que seguem em direção a cidades paulistas, como Barretos.
DER-MG busca solução definitiva com São Paulo
Além das obras emergenciais, o DER-MG informou que mantém tratativas com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo para formalizar uma parceria voltada à manutenção integral da ponte.
A proposta é avançar para uma solução definitiva para a estrutura, além da recuperação imediata já em andamento.
Motoristas devem usar rotas alternativas
Enquanto a ponte estiver interditada, o tráfego deve ser desviado por rotas alternativas sinalizadas.
Uma das opções é seguir pela MG-427 até Planura, acessar a BR-364, que corresponde à SP-326 em São Paulo, continuar até Barretos e depois seguir pela SP-425 até Guaíra.
A outra rota recomendada passa pela MG-427 até Uberaba, depois pela BR-050 até Delta, com acesso posterior à SP-330 até Ituverava e, na sequência, à SP-385 até Miguelópolis.
DER-MG alerta para risco grave
O DER-MG reforça que a interdição deve ser respeitada integralmente. Segundo o órgão, atravessar o local bloqueado representa risco grave à vida.
A autarquia informou que a sinalização de bloqueio e orientação dos desvios foi implantada para preservar a segurança dos usuários e manter a fluidez do tráfego nas rotas alternativas. A liberação da ponte, segundo o departamento, só ocorrerá após a conclusão das obras e a garantia plena das condições de segurança estrutural.
