O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, criticou a atuação do Estado em empresas públicas e defendeu o fim da interferência política na gestão de estatais.
Em entrevista a 98News, Zema afirmou que o modelo atual favorece interesses de grupos específicos e abre espaço para distorções na administração dessas companhias.
“O que eu quero é que a politicagem deixe de entrar nessas empresas. O governo pode até continuar sendo sócio, mas não deveria nomear e desnomear presidente”, declarou.
Críticas à gestão de estatais
Durante a entrevista, o pré-candidato citou casos envolvendo empresas públicas para sustentar sua posição, mencionando episódios ligados à Petrobras e à Caixa Econômica Federal.
Segundo ele, estruturas estatais são mais vulneráveis a decisões políticas que nem sempre seguem critérios técnicos.
“Essas empresas acabam sendo usadas para benefício de uma minoria, e não para o desenvolvimento do país”, afirmou.
Defesa de menor controle político
Zema defendeu um modelo em que o governo possa manter participação acionária em empresas estratégicas, mas sem controle direto sobre a gestão.
“Ele pode continuar recebendo dividendos, se o negócio for bom. O problema é quando passa a usar essas empresas politicamente”, disse.
Exemplo da Cemig
O ex-governador também citou a experiência na gestão da Cemig para ilustrar sua crítica.
De acordo com Zema, antes de sua administração, havia favorecimento na liberação de autorizações para projetos de energia.
“A autorização era dada para poucos, que depois vendiam isso no mercado. Não era ilegal, mas não ajudava o estado a se desenvolver”, afirmou.
Segundo ele, a adoção de medidas de transparência permitiu ampliar os investimentos no setor energético em Minas Gerais.