A maison francesa Telmont, fundada em 1912 na comuna de Damery, região de Champagne, na França, chegou ao mercado brasileiro há um ano com uma proposta que vai além da taça: produzir champanhe de luxo com carbono zero até 2030. A marca ganhou notoriedade global em 2022, quando o ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio tornou-se sócio — dois anos após o grupo Rémy Cointreau assumir o controle majoritário da empresa. Hoje, três rótulos estão disponíveis no Brasil, com preços entre R$ 844 e quase R$ 2.900.
A entrada de DiCaprio não criou a vocação ambiental da Telmont: ela já existia. Todos os 24,5 hectares de vinhedos próprios da maison são 100% orgânicos, e a meta é que, até 2030, a totalidade das uvas adquiridas de viticultores parceiros siga o mesmo padrão. A diferença visual é imediata — a terra viva, verde e úmida dos vinhedos orgânicos contrasta com o solo marrom e empobrecido do cultivo convencional.
O que torna o champanhe Telmont diferente das outras maisons?
A Telmont opera com três pilares centrais: sustentabilidade, transparência e futuro. Na prática, isso significa garrafas 100 gramas mais leves que o padrão da categoria, transporte exclusivamente marítimo — nunca aéreo — e rótulos que informam tudo: lote, número de garrafas produzidas, ano de dégorgement, uvas utilizadas e seus percentuais. Um QR Code leva a ainda mais detalhes, numa política de transparência incomum no setor.
A viagem de veleiro que virou símbolo da marca
Em 2025, a Telmont enviou 11 mil garrafas da França para Nova York a bordo do veleiro Neoliner Origin, movido exclusivamente a vento. A iniciativa rendeu visibilidade global e se consolidou como símbolo concreto da filosofia da casa — e da aposta de DiCaprio numa marca que, segundo seus criadores, não produz para o presente, mas para os próximos cem anos.
Quais rótulos da Telmont estão disponíveis no Brasil?
Três opções chegaram ao mercado nacional: o Réserve Extra Brut, blend de três uvas e sete safras com notas de pera e amêndoas tostadas; o Réserve Rosé Brut, produzido em apenas 18 mil garrafas, com a presença incomum da uva Meunier; e o Blanc de Blancs 2014, 100% Chardonnay, envelhecido por oito anos, com aromas de abacaxi grelhado e capim-limão.
