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Lula e Merz condenam guerras no Oriente Médio e rejeitam intervenção militar em Cuba

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Brasil e Alemanha assinaram acordos de cooperação em IA e defesa durante encontro em Hannover. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler alemão Friedrich Merz se reuniram nesta segunda-feira (20/4), em Hannover, para reforçar a parceria estratégica entre as duas nações. Dessa forma, o encontro — o terceiro entre os líderes desde 2023 — marcou a abertura da feira industrial Hannover Messe, onde o Brasil é o grande destaque deste ano como parceiro oficial do evento e vitrine tecnológica para o mundo.

Durante a reunião bilateral, os governantes assinaram uma série de acordos de cooperação e manifestaram profunda preocupação com a escalada de violência no cenário internacional. Consequentemente, Lula e Merz utilizaram o pronunciamento à imprensa para condenar a continuidade da guerra no Oriente Médio e rechaçar as recentes ameaças de intervenção militar norte-americana contra Cuba.

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Crise global e reforma da ONU

Lula aproveitou o púlpito para criticar a paralisia das Nações Unidas diante dos conflitos atuais e defendeu uma reforma urgente no Conselho de Segurança. Além disso, o presidente brasileiro destacou que a prevalência da força sobre o direito ameaça a sobrevivência do povo palestino e afasta a almejada paz na Ucrânia, pedindo que a diplomacia volte a ser a ferramenta principal de resolução.

Por sua vez, o chanceler Friedrich Merz lamentou o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e alertou para as graves implicações econômicas que a instabilidade provoca no preço global do petróleo. Portanto, o líder alemão fez um apelo direto a Washington e Teerã para que busquem soluções negociadas, evitando uma desestabilização política que pode atingir escalas globais.

No que diz respeito à situação de Cuba, ambos os líderes foram enfáticos ao afirmar que não existe base legal para qualquer tipo de interferência externa na ilha caribenha. Por fim, Lula reafirmou sua oposição ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há décadas, classificando a medida como um desrespeito à soberania e um obstáculo desnecessário ao desenvolvimento da sociedade cubana.

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Parceria comercial e transição energética

No campo econômico, a celebração da aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia dominou a pauta, com previsão de entrada em vigor provisória já em maio. Nesse cenário, Merz ressaltou que o pacto irá fomentar a cooperação bilateral em setores de ponta, como inteligência artificial, economia circular, tecnologias quânticas e agricultura sustentável.

Entretanto, Lula manteve o tom crítico em relação às novas métricas ambientais europeias de cálculo de carbono, que desconsideram o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro. O presidente argumentou que o acordo só se sustentará com equilíbrio nas concessões, exigindo que a Europa adote critérios fidedignos e compatíveis com a realidade das fontes renováveis nacionais.

Além das discussões políticas, os dois governos formalizaram parcerias em áreas estratégicas como defesa, bioeconomia e pesquisa oceânica. Cabe destacar que a Alemanha figura atualmente como o quarto principal parceiro comercial do Brasil, com um estoque de investimentos diretos que ultrapassa a marca dos US$ 40 bilhões, consolidando uma relação de mútua dependência industrial.

Por fim, os líderes discutiram a exploração de minerais críticos e o potencial dos biocombustíveis na descarbonização do setor de transportes. Lula reforçou que o Brasil não aceitará ser apenas um exportador de matérias-primas, buscando atrair cadeias de processamento tecnológico para transformar o país em um protagonista incontornável da transição energética mundial.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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