O ator Juliano Cazarré anunciou a criação de um curso presencial que ele mesmo define como “o maior encontro de homens do Brasil”. Intitulado O Farol e a Forja, o evento está previsto para julho, em São Paulo, e já divide opiniões no mundo artístico.
A iniciativa, segundo o próprio ator, parte do que ele enxerga como um enfraquecimento da figura masculina na sociedade atual. Cazarré afirma que muitos homens estariam “perdidos” e “pagando um preço alto por isso” — e que o curso nasceu justamente para oferecer um espaço de reflexão sobre essa questão.
O que é “O Farol e a Forja”
O curso promete abordar temas como vida profissional e pessoal, liderança, paternidade, saúde masculina, masculinidade, cristianismo, vida de oração e virtudes. O objetivo declarado é ajudar os participantes a entender “o que está acontecendo consigo e com os homens ao seu redor”.
Cazarré, conhecido por seu posicionamento conservador, afirmou ter consciência de que “iria apanhar” com o projeto, mas decidiu seguir adiante mesmo assim — citando episódios anteriores em que teria sido “cancelado” por suas opiniões públicas.
Famosos reagem ao anúncio
O evento gerou reações imediatas entre artistas. O ator Paulo Betti ironizou a postura de Cazarré nas redes sociais, dizendo que ele “se refere a si na terceira pessoa como se fosse uma entidade”.
A atriz Marjorie Estiano foi mais direta na crítica ao conteúdo. Para ela, a narrativa de enfraquecimento masculino defendida por Cazarré não é nova nem inofensiva. “Ele está reproduzindo um discurso que já foi profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”, afirmou a atriz.
