Minas Gerais deve receber um aporte de aproximadamente R$ 38 bilhões para a modernização e ampliação de sua malha ferroviária nos próximos anos. O anúncio foi feito pelo diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner, durante o primeiro Fórum Ferroviário da Fiemg, em Belo Horizonte.
O montante faz parte de um pacote maior, que inclui renegociações de contratos com concessionárias como Vale e MRS, além da repactuação da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Segundo o diretor, o planejamento garante um horizonte de investimentos de longo prazo para o estado.
“A gente tem aí investimento previsto para Minas Gerais de 38 bilhões na área ferroviária. O prazo dos contratos é de 30 anos”, afirmou Alessandro Baumgartner.
Eficiência e custos reduzidos
O setor produtivo vê o modal ferroviário como a principal alternativa para reduzir o custo logístico e aumentar a sustentabilidade no transporte de cargas. Davi Barreto, presidente da Associação dos Transportadores Ferroviários, ressalta que a eficiência dos trilhos supera significativamente a das estradas.
“O custo médio do transporte ferroviário pode ser metade do rodoviário. O nível de acidente chega a ser 10 vezes menor e o nível de emissões oito vezes menor”, destacou Barreto.
Minas como polo logístico
Especialistas apontam a localização geográfica de Minas Gerais, que faz divisa com sete estados, como uma vantagem estratégica para o escoamento da produção nacional. O presidente da Fiemg, Emir Cadar Filho, defende que a melhoria da malha ferroviária facilitará o acesso aos principais portos do país.
“Na hora que a gente consegue baratear o escoamento, a gente consegue realmente uma diminuição de custo que replica na economia mineira”, explicou Cadar Filho.
O papel do capital privado
Para o governo estadual, a viabilidade desses projetos depende diretamente da capacidade de atrair parceiros particulares, devido ao alto custo de implementação. O secretário de Infraestrutura, Pedro Bruno Barros, reforçou que o Estado trabalha para criar um ecossistema favorável a novos negócios.
“Investir em ferrovia é muito caro, então é fundamental ter arranjos que consigam atrair parceiros privados para essa empreitada”, concluiu o secretário.
