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Cillian Murphy rejeita vida de celebridade: ‘Não é saudável’

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Vencedor do Oscar, Cillian Murphy abre o jogo (reprodução / Netflix)

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O ator irlandês Cillian Murphy, vencedor do Oscar por “Oppenheimer”, afirmou ao jornal britânico The Times que não se adapta ao estilo de vida de celebridade. Prestes a completar 50 anos em maio de 2026, o artista discutiu sua transição para a meia-idade e o retorno ao papel de Tommy Shelby no filme “Peaky Blinders: O Homem Imortal”, que estreia na Netflix em 20 de março.

Aversão aos holofotes

Murphy, que atualmente tem 49 anos, reforçou que mantém uma rotina comum fora dos sets de filmagem. O ator demonstrou desconforto com a exposição pública e os eventos de gala que acompanham sua carreira em Hollywood.

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“Ser uma personalidade não é algo em que eu seja bom”, declarou ao The Times. “Então, fazer parte deste mundo, falar sobre você mesmo, ir a esses malditos tapetes vermelhos? Não é saudável se você começa a levar esta p**** a sério, e eu também sou muito shrunk nisso. Eu sou uma pessoa incrivelmente normal, de verdade.”

Reflexões sobre a meia-idade

Casado com Yvonne McGuinness e pai de dois filhos, Malachi (20) e Aran (18), o ator revelou que a proximidade do aniversário de 50 anos trouxe novas perspectivas sobre o tempo e as prioridades familiares.

“A meia-idade é realmente interessante. Você teve filhos, foi bem-sucedido e então chega a uma certa idade e pensa: certo, é a primeira vez que tenho menos tempo pela frente do que já tive até agora neste planeta”, analisou Murphy. “Espero apenas ser um pai e marido razoável e, quando surgir a oportunidade, continuar levando o trabalho extremamente a sério.”

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O retorno de Tommy Shelby

O ator também comentou o impacto de interpretar o protagonista de “Peaky Blinders” por mais de uma década. Murphy começou a dar vida ao gângster aos 35 anos e encerrou as filmagens do novo longa aos 48.

“Interpretei o Tommy por mais de um quarto da minha vida, passando de um homem relativamente jovem diretamente para o auge da meia-idade”, afirmou. O artista destacou que o longo período de produção permitiu acompanhar transformações reais na equipe, incluindo o luto pela atriz Helen McCrory, falecida em 2021.

“Uma amiga querida. Mas essa é uma das consequências de fazer algo por tanto tempo. Perdemos Helen, as pessoas tiveram filhos, se casaram. As vidas mudaram”, concluiu o ator.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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