O Modo de Fazer Queijo Minas Artesanal é patrimônio declarado pela Unesco

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Minas é queijo, é história, é tradição. O Modo de Fazer Queijo Minas Artesanal agora é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Um orgulho que atravessa gerações e ganha o mundo. (Foto: Felipe Varoni)

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Sábado é dia de Matula 98 e neste 26 de julho vamos falar da importância do reconhecimento da nossa cultura e das nossas tradições. Especialmente do modo de fazer queijo minas artesanal, declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Convidados que deixam a conversa melhor

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E para deixar essa conversa ainda mais gostosa, o programa recebe Roger Alves Vieira e João Paulo Martins. Roger é assessor da Presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas. Coordenou, em 2022, a candidatura dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal à Lista Representativa do Patrimônio da Humanidade chancelada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

João Paulo Martins é Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA-MG. É historiador formado pela UFMG e arquiteto graduado pela UFOP. Trabalhou na área de patrimônio imaterial na Prefeitura Municipal de Ouro Preto, foi Chefe do Escritório Técnico do IPHAN em Mariana e Coordenador Técnico da Superintendência do IPHAN em Minas Gerais.

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Reconhecimento do Modo de Fazer Queijo Minas Artesanal pela Unesco

 A candidatura do queijo minas artesanal como patrimônio cultural desperta não apenas o orgulho dos mineiros, mas também um debate importante sobre a valorização dos saberes tradicionais e das práticas alimentares que fazem parte da identidade de um povo. 

O reconhecimento oficial desse tipo de bem traz mudanças concretas para quem vive, produz e mantém viva essa herança. Entre os principais efeitos estão o fortalecimento das políticas públicas, a valorização econômica e turística do bem, além da garantia de ações para a sua preservação e continuidade ao longo do tempo.

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A história do queijo minas artesanal é longa e enraizada no território mineiro. Mas a ideia de sua candidatura como patrimônio cultural  e, mais recentemente, sua tentativa de reconhecimento internacional pela Unesco  surgiu a partir do desejo de proteger não apenas o produto final, mas todo o saber que envolve seu modo de fazer. 

Para que a candidatura avançasse, foi necessário realizar um amplo mapeamento dos territórios e das regiões queijeiras do estado. Regiões como Serro, Canastra, Araxá, Cerrado e Campo das Vertentes se destacam por manter técnicas específicas de produção, cada uma com suas particularidades, influenciadas pelo clima, tipo de solo, pastagem e tradição local. 

Esse mapeamento foi essencial para compreender a diversidade presente nos modos de fazer e para identificar os elementos que caracterizam o Queijo Minas Artesanal como patrimônio cultural imaterial.

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O processo contou com a participação ativa de produtores, que compartilharam seus conhecimentos e vivências, além de pesquisadores, universidades e órgãos técnicos que contribuíram com estudos e levantamentos. Instituições públicas, como o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), desempenharam papel fundamental. O IEPHA é responsável por coordenar os processos de registro e proteção de bens culturais no estado e atua diretamente no reconhecimento de patrimônios imateriais por meio de inventários, pareceres técnicos e planos de salvaguarda.

Muito além da receita

Proteger o “modo de fazer” de um queijo vai muito além de registrar uma receita. É cultivar tradições que atravessam gerações, feitas de gestos precisos, de utensílios que contam histórias, do tempo certo que o queijo pede para nascer. É respeitar o tipo de leite, os rituais silenciosos da produção, o vocabulário regional que colore o cotidiano dos que vivem desse saber. É manter viva uma herança que pulsa junto à paisagem, ao território e à memória coletiva de um povo.

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Preservar essas práticas é guardar a alma de uma cultura. É não deixar que o tempo apague os traços de quem moldou, com as mãos e com o coração, um modo de vida. É proteger lembranças, cheiros, sabores, tudo aquilo que constrói pertencimento. Manter o “modo de fazer” é também manter vivas as pessoas que, com afeto e resistência, seguem repetindo os mesmos gestos que um dia aprenderam com seus ancestrais.

Quando esse saber é reconhecido, ganha voz. Cruza fronteiras. E leva consigo a imagem de Minas Gerais como terra de cultura viva, de saberes ancestrais e da mais pura expressão do sabor. Um lugar onde tradição e futuro caminham juntos, gerando identidade, acolhimento e oportunidades. Porque ao valorizar o que é da terra, valoriza-se também quem a cultiva com memória, cuidado e verdade.

Quer assistir novamente?  Fica tranquilo que é fácil

E você, quer assistir esse episódio de novo? Então acesse o Matula 98 pelo rede98.com.br. Pra quem chegou no meio do papo, lá você confere o episódio completo, na íntegra.  

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Felipe Varoni

Estudante de Publicidade e Propaganda na PUC Minas. Parte da equipe de produto da Rádio 98.

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