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98 Esportes 2°edição: jogadores exageram no contato?

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Para Guilherme Mendes, Lyanco precisa mudar a postura explosiva se mira na convocação para Seleção. (foto: Pedro Souza)

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A partida desse domingo entre Atlético e São Paulo, disputada no último dia 6, teve polêmicas de arbitragem. Ao todo foram três expulsões.

O técnico são-paulino Luis Zubeldía foi expulso por reclamação, ainda no primeiro tempo. Já caminhando para o fim do jogo, aos 38 min do segundo tempo, o centroavante tricolor, Calleri, foi para o vestiário mais cedo por conta de uma cotovelada em disputa de bola no alto com o zagueiro do Galo, Junior Alonso. Por fim, Lyanco, zaguerio alvinegro, foi expulso já nos acréscimos da partida.

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Diante deste cenário, os comentaristas do 98 Esportes – 2ª edição levantaram a discussão: qual é a postura dos jogadores brasileiros em campo? E até que ponto os braços abertos podem ser considerados cotoveladas ou movimentos normais dentro do jogo?

Para Guilherme Mendes, os atletas poderiam fazer uma espécie de convenção para minimizar as faltas com braço: “O Hulk poderia, pela autoridade que ele tem, pelo currículo dele, pela admiração que ele tem dos companheiros, ele poderia liderar o movimento no futebol brasileiro junto a todos os colegas de profissão para que os jogadores de forma respeitosa parassem tanto de usar esse braço lá em cima”, disse.

Para o comentarista, este é um movimento essencial para atenuar lesões desnecessárias.

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Já para Rafa Miranda, é necessário ponderar as situações para distinguir o que são movimentos naturais e quais são faltosos.

“Existem vários movimentos de braço aberto. Eu acho que jogadores têm sido punidos com movimentos que são fisiológicos. Inclusive, alguns árbitros tem dado pênalti nesses movimentos. Porque quando você vai saltar, por exemplo, você vai saltar normalmente, o seu braço sobe junto, é um movimento natural você usar os braços para ter mais impulsão. Esse movimento que eu acho que o árbitro vai ter que diferenciar, isso aí”, afirmou.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e repórter da Rede 98 desde 2025. É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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