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CEO do Galo explica dívidas, investimentos e futuro financeiro da SAF

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Bruno Muzzi detalha endividamento e planos financeiros do Atlético(Foto: Pedro Souza)

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O CEO do Galo, Bruno Muzzi, deu detalhes sobre as dívidas do clube neste momento e os planos para que esse passivo continue diminuindo, em equilíbrio com o investimento no futebol.

O Galo se transformou em SAF em 2023, após a Galo Holding oficializar a aquisição de 75% das ações da SAF do clube. A associação manteve os 25% restantes. Na época, o clube recebeu um investimento da Galo Holding de R$ 600 milhões à vista. O grupo também assumiu o endividamento da associação e passou a controlar o departamento de futebol, a Cidade do Galo e a Arena MRV.

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Muzzi detalhou o processo de transformação do Atlético em SAF: “Era tão importante fazer a SAF porque nosso endividamento era de 2,1 bilhões de reais. Então, era um endividamento muito grande, e a gente conseguiu fazer os aportes necessários para que pudéssemos respirar um pouco e colocar a dívida num nível um pouco mais baixo. Quando eu fechei a transação, meu endividamento ficou na casa de 1,3 bilhão de reais, isso em novembro de 23”, explicou o mandatário, em entrevista ao podcast Sports Market Makers, nesta quarta-feira (02/04).

O dirigente ainda ponderou sobre o atual endividamento do clube: “Os números estão sendo auditados. A gente deve bater 1,4 bilhão, subimos um pouquinho o endividamento, embora o endividamento bancário e o da Arena tenham reduzido, que é o mais maléfico para a gente”, complementou.

O dirigente do Galo também explicou qual foi o objetivo do clube no ano passado no que diz respeito a equilibrar o investimento no departamento de futebol e reduzir a dívida: “A gente precisava começar a fazer com que o clube gastasse menos do que arrecada. O Galo investiu muito na compra de atletas. Compramos muitos atletas e vendemos poucos. Por que? Porque, em 2019, a gente praticamente não tinha elenco. Chegamos a investir 880 milhões de reais nos últimos quatro anos ( 2021, 22, 23 e 24). E vendemos 440 milhões, ou seja, tivemos que aumentar nosso endividamento nesse período em praticamente 400 milhões de reais só com compra de atletas”, disse.

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Bruno Muzzi foi enfático sobre os planos do clube em relação às movimentações de mercado: “A gente precisa começar agora uma nova trajetória, que é vender mais do que comprar, ou vender melhor do que comprar. ‘Ah, o Atlético está cheio de dinheiro’. Não, o Atlético não está cheio de dinheiro. O Atlético está tentando se equilibrar, e a gente vai resolver, mas isso leva tempo. Eu não consigo resolver da noite para o dia”, finalizou.

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Rafa Silveira

Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Durante dois anos, foi produtor e redator do programa 98 Esportes, até migrar, em 2024, para a equipe digital da emissora. Hoje, dedica-se à cobertura do futebol brasileiro e internacional, fazendo do jornalismo esportivo sua grande paixão.

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