O Atlético tem um novo comandante. O nome, porém, é de um velho conhecido da torcida: Jorge Sampaoli. O argentino dirigiu o Galo em 2020, quando conquistou o Campeonato Mineiro e terminou o Brasileirão a apenas três pontos do título, conquistado pelo Flamengo.
O retorno de Sampaoli é visto com bons olhos pela torcida atleticana, por conta de sua energia à beira do campo e os bons resultados obtidos na primeira passagem, com goledas em partidas pelo Brasileirão. Relembre a trajetória de “El Zurdo” à frente do alvinegro.
A ‘lista’ de Sampaoli
A passagem de Sampaoli no Atlético começou com uma de suas marcas registradas: a lista de reforços. Ao longo de 2020, ele indicou diversos nomes à diretoria atleticana. Naquele ano, o Galo contratou mais de dez jogadores. Alguns se tornaram importantes na história do clube, como Everson, Matías Zaracho e Júnior Alonso. Confira a lista completa de reforços da primeira “era Sampaoli”:
Matías Zaracho
Marrony
Júnior Alonso
Nathan
Alan Franco
Keno
Eduardo Sasha
Hyoran
Eduardo Vargas
Éverson
Léo Sena
Bueno
Mariano
O início do hexa
Logo em seu primeiro ano, Sampaoli comandou uma conquista que abriu caminho para uma era histórica. Sob seu comando, o Atlético venceu o Campeonato Mineiro de 2020, título que marcou o início da série de seis conquistas consecutivas do estadual. Naquela decisão, o Galo venceu o Tombense nos dois jogos da final.
Brasileirão por um triz
No Campeonato Brasileiro, Sampaoli quase fez história com o Atlético. Ele dirigiu o time em toda a competição e terminou em 3º lugar, a três pontos do Flamengo. Mesmo com goleadas ao longo do Brasileirão, como um 4 a 0 sobre o Flamengo no Mineirão, tropeços no segundo turno contra equipes da parte de baixo da tabela, como Goiás e Vasco, custaram um possível título nacional.
Despedida sem torcida
Sampaoli deixou o Atlético sem ter visto a torcida nas arquibancadas. Durante sua passagem, o futebol estava sob restrições impostas pela pandemia de Covid-19, e os estádios permaneceram fechados. Como saiu em março de 2021, acabou deixando o clube sem ter contado com o apoio presencial dos torcedores.
Em sua carta de despedida, o treinador expressou emoção pela experiência vivida no clube e destacou a frustração de não ter dirigido a equipe com o estádio cheio.
Carta de despedida de Sampaoli
“O ano de 2020 foi duríssimo para a humanidade. Tivemos de ser criativos e quisemos construir um time que, ao aparecer na TV, fizesse esquecer a tristeza por um momento. Não nos propusemos simplesmente a ganhar: tentamos ser felizes.
Não houve um só dia no Atlético Mineiro em que abandonássemos nossa ideia sobre futebol. Este time teve a valentia de jogar dentro e fora de casa da mesma forma. Jamais renunciamos a pensar na trave do rival. O Galo colocou seu coração em todo o país. Isso me dá um orgulho impressionante. Desejo que seja uma ideologia que se mantenha no clube. O futebol brasileiro tem um talento infinito e me fez reencontrar com a beleza do jogo, algo que irá me marcar para sempre.
Chegou o final. Na quinta, será a última partida. Saio com a nostalgia de não poder ter dirigido com o estádio cheio. Sei que nos emocionamos muito. Queria viver os vídeos que tinha visto de uma torcida apoiando sem parar.
Quero agradecer a todo o clube: aos jogadores, pela entrega; a todos os funcionários da instituição, por colocarem a alma nesse projeto; aos dirigentes, por nos darem grandes condições de trabalho; e à cidade, por nos tratar tão bem.
O Galo está destinado a brigar por grandes coisas. Sei que as vitórias virão. Gosto muito de vocês e desejo que sigam caminhando com o coração como guia.
Jorge Luis Sampaoli”
Novo capítulo
O retorno de Sampaoli ao Atlético tem características diferentes da primeira passagem. O Atlético vive um momento delicado na temporada, ocupando a 14ª posição do Brasileirão, apenas dois pontos da zona de rebaixamento. Na Copa do Brasil, perdeu o jogo de ida das quartas de final para o maior rival, Cruzeiro, por 2 a 0 e joga a volta no Mineirão, apenas com a presença da torcida cruzeirense. Na Copa Sul-Americana, enfrenta o Bolívar, da Bolívia, em busca de uma vaga nas semifinais.
