O Cadeira Cativa recebe neste domingo (25/10) Ronan Ramos de Oliveira, um dos nomes marcantes do jornalismo esportivo mineiro, conhecido como o “Repórter da Camisa Amarela”. Com passagens por importantes veículos de comunicação de Minas Gerais, ele construiu uma trajetória marcada pela presença à beira do gramado e pela cobertura do futebol mineiro.
Ronan iniciou a carreira na Rádio Itatiaia, onde acompanhou o dia a dia do América e deu os primeiros passos na cobertura esportiva. A experiência foi importante para sua formação como repórter, especialmente na compreensão da dinâmica do rádio e da apuração das notícias. “Na passagem pela cobertura do América, acho que foi sensacional no meu início, porque tive a oportunidade de entender melhor como a notícia chega no rádio, e eu sempre procurei detalhar tudo a respeito do que estava sendo anunciado”, relembrou.
A trajetória ganhou um novo capítulo com a chegada à televisão. Ronan começou no programa Esporte Urgente, da TV Alterosa, aos sábados, e, pouco depois, passou a trabalhar no jornalismo da TV Itacolomi. Foi diante das câmeras que ele consolidou sua presença nos gramados e ganhou uma marca registrada: a camisa amarela.
A escolha do uniforme surgiu de uma necessidade prática. Como se movimentava constantemente durante as partidas, Ronan dificultava o trabalho dos cinegrafistas, que precisavam localizá-lo em meio à movimentação do jogo. A solução foi adotar uma cor que se destacasse no campo. “Eu fui me especializando como repórter de campo e o câmera passava aperto para me localizar, porque eu não parava de um lado para o outro. A melhor maneira de identificar o repórter era com um traje diferente. E o mais fácil no gramado é o amarelo, porque a grama é verde e a cor ressalta. Aí comecei a usar camisa amarela e nunca mais parei”, contou.
Apesar da identificação com o Atlético, Ronan manteve a imparcialidade durante a carreira e afirma que sempre tratou os clubes com o mesmo respeito. A paixão pelo Galo, que ele descreve como um “amor quase indescritível” e um “negócio doido”, ganhou espaço público depois que deixou o jornalismo. Atualmente, ele participa ativamente da vida política do clube como conselheiro.
Ronan explicou que fez questão de separar a paixão pessoal da atuação profissional enquanto trabalhava como repórter. “A relação oficial começou depois que eu deixei de ser repórter. Já era atleticano, mas, graças a Deus e pela educação dos meus pais, o respeito aos adversários sempre existiu. Nunca manifestei, durante toda a minha carreira, a admiração que eu tinha pelo Atlético. Tratava o clube e seus adversários da mesma maneira. Mas depois que larguei a comunicação, aí não teve jeito. Me revelei e fui, inclusive, parar no Atlético.”
Confira ao vivo
Confira a entrevista completa com Ronan Ramos no Cadeira Cativa. O programa vai ao ar neste domingo (25/10), com Paulo Leite, às 14h, na 98 FM e no YouTube 98 Live.