A temporada 2026 da Fórmula 1 teve só três GPs até agora, mas já foi marcada por polêmicas, críticas e alertas de segurança. Durante a pausa em decorrência das corridas adiadas (de Bahrein e da Arábia Saudita), a FIA, entidade que gere a categoria, anunciou uma série de reuniões com escuderias e dirigentes para ‘atacar’ problemas, entre eles, na geração de energia para os motores híbridos 50/50 (50% a combustão e 50% elétricos), novidade nesta temporada.
Nesta segunda-feira (20/4), a FIA anunciou uma série de mudanças no regulamento que passam a valer já a partir do GP de Miami, no próximo dia 3 de maio. Veja o que algumas dessas alterações significam na prática.
Mudanças no regulamento da F1 2026: o que significam na prática
Entre as principais mudanças, a FIA resolveu olhar diretamente para questões de recarregamento de energia da parte elétrica dos motores e críticas às ultrapassagens, que já foram citadas por pilotos ao longo dos três grandes prêmios anteriores.
A diminuição de recarga de energia de 8 MJ para 7 MJ, por exemplo, significa que os carros vão depender menos de “economizar bateria” e poderão focar mais em acelerar o tempo todo. Na prática, isso significa menos voltas focadas no gerenciamento de energia e mais voltas rápidas, “no limite” de velocidade.
Além disso, o ‘superclip’, pico de potência elétrica, passa de 250 kW para 350 kW, ou seja, o carro terá mais força e não dependerá de recarregar tanta energia ao longo da volta. Todas essas mudanças são para as voltas de classificação.
E as ultrapassagens?
Sobre as ultrapassagens, a FIA resolveu mexer no modelo do MGU-K, a unidade que recarrega a parte elétrica dos motores. Uma das mudanças visa evitar diferenças grandes de potência (e velocidade) entre carros, reduzindo aproximações bruscas que podem gerar acidentes como o de Oliver Bearman (Haas) no GP do Japão. Nesse caso, foi alterado o limite no ‘boost’ para, no máximo, +150 kW.
Agora, 12 corridas poderão contar com limite de energia mais baixos em decorrência das características da pista. Antes, eram apenas oito. Isso permite que mais GPs contem com adaptação às peculiaridades de cada trajeto.
Outras mudanças
Momentos específicos como largada e corridas na chuva também terão regras diferentes na Fórmula 1, a partir do GP de Miami. Um sistema que detecta carros lentos nas saídas pode dar potência mínima aos carros que estão mais lentos (em decorrência de problemas técnicos ou erros). Assim, evita-se que os veículos que estão menos velozes se tornem ‘obstáculos’. O MGU-K entrará em ação nesses casos, acelerando os carros para não causar acidentes, mas sem dar vantagens esportivas.
Em condições de pista molhada, os pneus poderão rodar inicialmente mais quentes, dando mais aderência à pista, evitando ‘escapadas’.
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