A possibilidade do Governo Federal implementar uma Medida Provisória para restringir a atuação das casas de apostas no Brasil e proibir publicidades do setor tem gerado forte reação no esporte. Clubes brasileiros já vem se posicionando contrários à medida, com a campanha “O Fim do Futebol Brasileiro”. A atitude, inclusive, teme prejuízos milionários para os clubes.
Segundo Jorge Nicola, colunista da Rede 98, em Minas Gerais, Atlético e Cruzeiro poderiam perder quase R$ 100 milhões. O Galo deixaria de arrecadar R$ 60 milhões ligados ao patrocínio da H2 Bet, patrocinadora master do clube, valor que representa aproximadamente 12,8% de toda a sua arrecadação. Já o Cruzeiro teria uma perda na casa dos R$ 35 milhões referentes à BetNacional, o equivalente a 6,2% de suas receitas atuais.
O time mais “prejudicado” pela medida do Governo Federal seria o Corinthians, que poderia perder cerca de 17,4% do seu faturamento anual sem o patrocínio de casas de apostas. O clube paulista é patrocinado pela Esportes da Sorte desde 2024 e renovou seu vínculo com a empresa em fevereiro deste ano, estendendo o contrato até o fim de 2029.
Posicionamento dos clubes
O Cruzeiro se posicionou nesta quinta-feira (17/09) oficialmente contra a medida. Em comunicado, o clube reconheceu os impactos sociais negativos provocados pelas bets, mas destacou a importância dos investimentos dessas empresas para o futebol. O clube ainda afirmou que um eventual encerramento das operações e patrocínios das casas de apostas representaria “o fim do futebol brasileiro”.
O Atlético ainda não se posicionou sobre a medida.
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