A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, na madrugada desta sexta-feira (15/5), a recuperação judicial da SAF do Botafogo. A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, horas após a eliminação do clube para a Chapecoense na Copa do Brasil.
O passivo declarado pelo clube no processo é de R$ 1,2 bilhão, enquanto a dívida total supera R$ 2,5 bilhões, incluindo cerca de R$ 400 milhões em débitos tributários.
Com o deferimento da recuperação judicial, a SAF passa a cumprir uma série de etapas previstas na legislação. Entre elas, está a apresentação, em até 60 dias, de um plano detalhando as medidas para reorganização financeira e pagamento das dívidas. O clube também espera que o andamento do processo contribua para a suspensão dos três transfer bans aplicados pela Fifa, relacionados às contratações de Rwan Cruz, Santi Rodríguez e Thiago Almada.
Na quinta-feira (14/5), o Botafogo confirmou o pedido de recuperação judicial e fez críticas públicas à gestão de John Textor, ex-dono da SAF.
Em nota oficial, o clube afirmou que a administração do empresário norte-americano demonstrou “absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional” da sociedade anônima do futebol.
