O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta sexta-feira (15) esperar que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, consiga “mostrar sua inocência” após ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
A declaração foi dada durante agenda realizada no quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro ao lado do senador Flávio Bolsonaro.
“Esperamos que ele possa ter seu amplo direito de defesa garantido e que ele possa apresentar sua defesa e mostrar sua inocência”, afirmou Sóstenes.
Deputado evita falar em impacto eleitoral
Questionado sobre possíveis reflexos da operação na pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado, o parlamentar evitou avaliar prejuízos políticos e afirmou que situações de investigação podem até fortalecer candidaturas.
“Existem candidaturas que, quanto mais são perseguidas, mais se fortalecem”, disse.
Cláudio Castro foi lançado como pré-candidato ao Senado em uma chapa que deve ser encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas.
Sóstenes sai em defesa de Flávio Bolsonaro
Durante a agenda, Sóstenes também defendeu Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios enviados pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, cobrando recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, produção ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O deputado afirmou que o vazamento das mensagens seria uma tentativa de ataque político ao senador.
“Já estamos avisados de que outros três ataques, iguais ou maiores, virão”, declarou.
Caso gera desgaste entre PL e Novo
Sóstenes também comentou o desgaste recente entre integrantes do PL e do Partido Novo, após críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Segundo o líder do PL, parlamentares da legenda pressionam por rompimentos de alianças regionais com o Novo.
Apesar disso, ele afirmou que ainda não é momento de decisões definitivas e disse que o tema será discutido com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
“Política não se faz no campo das emoções”, afirmou.