Após o jogo entre Cruzeiro e Vasco da Gama, que terminou empatado por 3 a 3, iniciou-se um tumulto envolvendo diretores do clube carioca e o quarteto de arbitragem, comandado pelo árbitro Lucas Paulo Torezin, que se encaminhava para o vestiário.
Devido à reclamação de Pedrinho, citado como um dos envolvidos, o árbitro da partida solicitou apoio da Polícia Militar. Os policiais utilizaram escudos para proteger Torezin e a equipe de arbitragem e chegaram a usar spray de pimenta para conter a confusão.
Diretores do Vasco foram encaminhados à delegacia instalada no Estádio Mineirão, onde prestaram depoimento. Pedrinho já havia deixado o estádio. O advogado Alan Belaciano representou o clube. No boletim de ocorrência, foi registrada a acusação de princípio de tumulto.
Por volta de 0h30, Lucas Paulo Torezin foi ouvido pelos policiais e apresentou sua versão dos fatos, ainda sem a súmula da partida. O tenente-coronel Henrique Nunes comentou o ocorrido e relatou a versão apresentada pelo árbitro.
“Houve discussões, que em momento das discussões ficou um pouco mais acalorado, que o choque fez uma linha de proteção à equipe de arbitragem, que houve empurrões nos escudos dos militares do choque e que foi necessário o uso do spray de pimenta, para poder conter esses empurrões“, explicou o Tenente-Coronel Nunes.
Sumula detalha reclamação de Pedrinho
No começo da madrugada deste segunda-feira (16), foi publicada a súmula da partida no site da CBF, onde Lucas Paulo Torezin relata todo o ocorrido e as palavras de Pedrinho direcionadas a ele.
“Na zona mista, que dá acesso aos vestiários da arbitragem, fui abordado pelo presidente do Vasco, sr Pedro Paulo de Oliveira, que de forma exaltada e com o dedo em riste disse as seguintes palavras: “você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar: você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa. Foi assim ano passado com o Palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda“, declarou Torezin em súmula, que ainda acrescentou.
“Informo que essas palavras foram ditas enquanto o sr Pedro caminhava ao meu lado, pelo túnel que dá acesso ao vestiário da arbitragem. Ato contínuo, o policiamento que fazia a escolta da equipe de arbitragem, comandados pelo sargento Emanuel, interveio se colocando entre mim e o sr Pedro. Nesse momento, seguranças do Vasco se aproximam da equipe de policiamento, momento em que um dos policiais dispara um jato de spray de pimenta na direção do chão. Em seguida, o sr Pedro, juntamente com os seguranças deixam o túnel, retornando em direção à zona mista”, declarou o árbitro em súmula.
