Um avião de pequeno porte caiu na Bolívia após perder o contato com a torre de controle e passar cerca de duas horas voando em círculos. O acidente, ocorrido na última segunda-feira (13/4), vitimou o piloto e o copiloto, que eram as únicas pessoas a bordo da aeronave.
Dessa forma, a principal suspeita das autoridades é de que a tragédia tenha sido causada por um fenômeno conhecido como “voo fantasma”. Essa situação extrema ocorre quando a tripulação perde a consciência em pleno ar, geralmente devido a uma falha de pressurização na cabine, que torna o oxigênio rarefeito e provoca um quadro fatal de hipóxia.
Consequentemente, sem o comando humano, o jato Cessna Citation 550, que decolou da capital La Paz com destino a Santa Cruz de la Sierra, abandonou a sua rota original. A perda de comunicação com o centro de controle aéreo aconteceu por volta das 8h47 da manhã, quando o equipamento sobrevoava a região norte da cidade de Cochabamba.
Movimentos circulares e apuração
A partir das 9h, a aeronave passou a descrever movimentos circulares contínuos no céu, desviando progressivamente em direção ao oeste do país. Além disso, os registros oficiais apontam que o avião permaneceu visível no radar até as 11h, horário estimado da queda em uma área de floresta, sem emitir qualquer sinal de emergência aos controladores de voo.
O caso, portanto, gerou repercussão no país após a imprensa boliviana revelar quem era o dono do jato acidentado. O equipamento executivo pertencia ao empresário e atual ministro do Desenvolvimento Produtivo da Bolívia, Oscar Mario Justiniano, que não estava presente na aeronave durante a viagem.
Por fim, as autoridades de segurança identificaram as vítimas fatais como Carlos Moyano e Julio Sardán. A Diretoria de Investigação de Acidentes e Incidentes Aéreos da Bolívia já abriu um inquérito oficial para periciar os destroços e determinar com exatidão as causas mecânicas ou humanas que provocaram a queda do aparelho.
