A modernização da infraestrutura do transporte aéreo mineiro ganhou um novo capítulo com a consolidação dos 12 anos de gestão da BH Airport no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Com investimentos superiores a R$ 1 bilhão desde o início da concessão, a empresa transformou o antigo terminal em um dos principais hubs de conexão do país, impulsionando, assim, a economia do estado.
Em entrevista ao podcast Minas Move o Mundo, comandado pelo jornalista Guilherme Ibrahim, o CEO da concessionária, Daniel Miranda, relembrou, portanto, os desafios da transição iniciada em 2014. O executivo destacou o papel fundamental das concessões para superar o histórico déficit do setor no Brasil.
“Lá em 2013, quando nós assinamos o contrato e assumimos a operação em 2014, a gente tinha um plano bastante audacioso de construir um novo terminal de passageiros em um prazo recorde de 14 meses. Nós construímos um terminal novo, reformamos o antigo e foram mais de R$ 1 bilhão em investimentos, saindo daquela visão de um grande elefante branco”, pontuou Miranda.
Salto operacional e eficiência logística
O aporte financeiro permitiu, assim, que a estrutura acompanhasse o crescimento da demanda e a diversificação dos serviços oferecidos aos passageiros. Nesse sentido, o terminal atingiu a marca de 13,3 milhões de viajantes ao ano e expandiu a atuação no transporte de mercadorias.
“A gente movimentou no ano passado quase R$ 16 bilhões em mercadorias no nosso terminal. Isso trouxe medicamentos para os hospitais, componentes críticos para as indústrias e deixou a indústria mineira mais conectada. Trouxemos também o conceito de operação logística integrada, trazendo carga marítima de forma combinada ao modal rodoviário e aéreo”, explicou o CEO.
Além disso, a sustentação desse crescimento exige articulação contínua entre o setor privado, governos e companhias aéreas para reduzir custos operacionais e expandir rotas no mercado nacional.
“Hoje nós somos o aeroporto que mais conecta destinos domésticos no país. Conectividade para nós é competitividade. Quanto maior a conectividade, mais competitivos nós seremos, atraindo mais turismo, mais negócios e mais oportunidades não só para os mineiros, mas para todos os brasileiros”, afirmou o executivo.
Conectividade e potencial de expansão
Por fim, para os próximos anos, a concessionária mantém foco na atração de voos internacionais e no desenvolvimento do sítio aeroportuário como vetor imobiliário e econômico para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
“O nosso terminal está preparado para crescer duas até três vezes mais. Nós já fizemos investimentos relevantes e preparamos essa infraestrutura para expansão. O que a gente tem investido muito tempo e recurso agora é no desenvolvimento da demanda, na promoção de Minas Gerais como destino e na eficiência operacional”, concluiu Daniel Miranda, projetando os próximos 18 anos de concessão.
