A Polícia Militar de Minas Gerais vai colocar todo o efetivo da corporação nas ruas neste domingo, dia de votação. Serão mais de 40 mil policiais atuando nos 853 municípios do estado, com pelo menos um oficial em cada cidade. O planejamento foi elaborado em conjunto com a Justiça Eleitoral, como explica o diretor de operações da PM, coronel Célio César dos Santos.
“De todo o nosso efetivo, são mais de 40 mil policiais militares que estarão à disposição de todas as nossas frações. São 853 municípios no estado de Minas Gerais, em que todos eles, nós teremos, inclusive, a presença de um oficial. Aquelas cidades menores, que não existe no no no ordinariamente um oficial comandando, nós encaminhamos para lá ou um tenente ou um capitão.”
Assim como em eleições anteriores, os policiais vão monitorar o entorno dos maiores colégios eleitorais e nos pontos de ônibus. A atuação também inclui apoio na organização do trânsito e fiscalização de possíveis crimes eleitorais.
Uma novidade é que, neste ano, a PM desenvolveu uma ferramenta própria e cedeu o sistema ao Tribunal Regional Eleitoral. A tecnologia vai permitir acompanhar, em tempo real, o deslocamento das urnas eletrônicas, desde a saída do tribunal até os locais de votação e, depois, no retorno. A corporação também vai utilizar recursos de reconhecimento facial para auxiliar no monitoramento.
“Este ano nós estaremos empregando maciçamente recursos tecnológicos, recursos que vão do reconhecimento facial até o acompanhamento online do transporte das urnas. Nós teremos de forma praticamente online, imediata, o anúncio desde que a urna sair do seu ponto de depósito até do momento em que a urna chegar no destino e depois na operação reversa, quando a urna sair do destino até ela chegar no TRE. Lembrando também que essa que essa ferramenta foi uma ferramenta desenvolvida pela Polícia Militar e cedida ao TRE para que nós tivéssemos uma segurança maior neste acompanhamento das urnas.”
Não haverá Lei Seca em Minas Gerais neste pleito. A Polícia Rodoviária Federal também vai atuar nas estradas para facilitar o deslocamento dos eleitores. Pelas regras eleitorais, só podem ser realizadas prisões em flagrante. O cumprimento de mandados de prisão comuns fica suspenso até 48 horas depois do encerramento da votação.
Para Belo Horizonte e a Região Metropolitana, consideradas a área mais desafiadora do estado por causa do grande volume de eleitores, o esquema de policiamento vai receber atenção redobrada. A PM reforça que o plano se estende para o período pós-votação, com foco na prevenção de conflitos devido a polarização política.
