Belo Horizonte vai receber R$ 500 milhões para “desconcretar” pontos da cidade e criar “parques esponja”, áreas verdes e permeáveis que absorvem a água da chuva e reduzem o calor. O recuso vem do BNDS, com a meta do projeto Desconcreta BH de transformar áreas concretadas em áreas verdes até o final de 2028. O plano foi detalhado pelo secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, nesta terça-feira (21/7) no Expresso, da Rádio 98 News.
O que é o Desconcreta BH
A proposta se apoia no conceito de “cidade esponja”: áreas permeáveis que absorvem a água da chuva e ajudam a reduzir o calor.
“O Desconcreta BH, de forma muito simples, é você transformar aquilo que é concreto, aquilo que é cinza na cidade de Belo Horizonte, em áreas verdes, permeáveis”, disse o secretário.
Segundo Menna Barreto, a meta é converter essas áreas concretadas em áreas verdes até o final de 2028.
Foco nas áreas mais vulneráveis
O secretário afirmou que a prioridade são as regiões de maior risco, que coincidem com as de menor renda.
“As comunidades menos favorecidas são as que sofrem as maiores consequências, são as que menos contribuem para isso e que menos são chamadas ao debate”, declarou.
Ele lembrou ainda a COP das Quebradas, realizada em BH, “a primeira do Brasil, trazendo vilas, favelas e comunidades para a discussão”.
