O Governo de Minas passou a disponibilizar uma nova ferramenta para monitorar a poluição atmosférica causada pelo trânsito em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A novidade integra o Inventário de Emissões Veiculares de 2024 à plataforma geoespacial do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o IDE-Sisema.
Na prática, a ferramenta permite identificar, em mapa, quais vias da cidade concentram mais emissão de poluentes gerados por veículos. A proposta é oferecer apoio técnico para o planejamento da mobilidade urbana e para ações ligadas à qualidade do ar.
O levantamento foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Prefeitura de Contagem, a Transcon e o Detran-MG.
Ferramenta aponta áreas críticas de poluição em Contagem
A nova camada de dados permite visualizar de forma espacial os níveis de emissão em diferentes trechos da malha viária. Com isso, órgãos públicos e técnicos conseguem reconhecer com mais precisão os pontos críticos e usar essas informações na formulação de políticas públicas.
Segundo a Semad, o objetivo é ampliar a transparência dos dados ambientais e contribuir para decisões estratégicas relacionadas ao trânsito, ao meio ambiente e à saúde da população.
Como o inventário foi produzido
O estudo adotou a metodologia bottom-up, que calcula as emissões a partir do comportamento real do tráfego. O modelo cruza fatores de emissão com o volume de veículos em circulação em determinados intervalos de tempo.
Para isso, a Transcon forneceu dados sobre o fluxo de veículos nas vias de Contagem. Já os fatores de emissão foram definidos com base em médias calculadas a partir de informações do Detran-MG, considerando diferentes categorias da frota.
Entre os poluentes analisados estão o monóxido de carbono, os óxidos de nitrogênio e o material particulado, substâncias associadas a impactos relevantes para a saúde humana e para o meio ambiente.
Dados vão ajudar no planejamento da mobilidade
Com apoio da Diretoria de Estratégias em Geotecnologias e Informação Geográfica da Semad, os dados foram transformados em mapas interativos e já podem ser consultados publicamente na plataforma digital.
A analista ambiental do Núcleo de Monitoramento da Qualidade do Ar e Emissões Atmosféricas da Semad, Rúbia Cecília, afirma que a metodologia torna mais precisa a identificação dos locais mais afetados.
“A abordagem metodológica possibilita que as emissões sejam expressas espacialmente, evidenciando os locais com maiores taxas de emissão e que, portanto, demandam maior atenção”, explica.
Para a diretora de Qualidade e Monitoramento Ambiental da Semad, Priscila Koch, o levantamento também deve servir de base para estudos futuros e para simulações sobre o impacto ambiental do sistema viário.
“Esses dados permitem avaliar diferentes cenários de emissões no sistema viário, contribuindo para que o planejamento da mobilidade urbana leve em consideração os impactos ambientais”, destaca.
