Deputados da oposição ao Governo Mateus Simões (PSD), acionaram a Polícia Federal para apurar o sumiço de obras do Palácio Mangabeiras. Eles apresentaram notícia-crime alegando que a PF teria competência para apurar o caso, pois as obras são “potencialmente” inseridas no patrimônio cultural brasileiro.
Por meio de nota, a Polícia Federal informou à reportagem que não comenta eventuais investigações em curso.
Deputados também acionaram o Tribunal de Contas do Estado para pedir providências em relação ao sumiço dos objetos.
A denúncia ganhou força após declarações do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, durante prestação de contas na Assembleia. Na ocasião, ele afirmou que alguns dos equipamentos que pertenciam ao Palácio Mangabeiras foram encontrados na Cidade Administrativa em condições consideradas precárias.
Por meio de nota, o Governo de Minas reafirmou que todos os bens que integravam o acervo do Palácio das Mangabeiras quando da assunção da atual gestão, em 1º de janeiro de 2019, encontram-se devidamente cadastrados, inventariados e com sua localização registrada nos sistemas oficiais de controle patrimonial.
Segundo o Executivo Estadual, parte desse acervo foi destinada a equipamentos públicos de reconhecida capacidade técnica para sua preservação, conservação e difusão, ampliando o acesso da população ao patrimônio cultural mineiro.
As obras de arte, segundo o posicionamento, estão sob guarda e acompanhamento técnico dos equipamentos culturais do Estado, como Palácio da Liberdade e Museu Mineiro. Entre elas, destaca-se o biombo de Di Cavalcanti, em exposição no hall de entrada do Palácio da Liberdade desde abril deste ano.
Em relação aos questionamentos apresentados perante o Tribunal de Contas, o Estado afirmou que prestará todas as informações solicitadas nos autos.
