O Ministério das Cidades afirmou que há recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para mobilidade urbana, mas não confirmou novos aportes específicos para a expansão do metrô de Belo Horizonte.
A declaração foi dada pelo ministro Vladimir Lima, nesta quarta-feira (29/4), após questionamento sobre um pedido da concessionária para ampliar a linha e conectar o sistema a um terminal de ônibus na região metropolitana. A proposta prevê investimento de cerca de R$ 1 bilhão para viabilizar a expansão.
PAC concentra bilhões em mobilidade urbana
Durante resposta ao jornalista Guilherme Ibraim, da 98 News, o ministro destacou que o governo federal tem ampliado os investimentos em infraestrutura urbana, incluindo transporte coletivo.
Segundo ele, o PAC reúne recursos expressivos para o setor. “A gente no PAC tem investimento de mais de 120 bilhões em infraestrutura. Em mobilidade urbana, a gente tem mais de 50 bilhões de reais”, afirmou.
A conversa ocorreu durante a edição desta quarta do “Bom dia, ministro”. Vladimir explicou que esses recursos são distribuídos entre diferentes modais.
“Quando a gente fala em mobilidade urbana, a gente está falando em BRT, trem, VLT, metrô, em alguns momentos modernização, requalificação das linhas e também expansão”, disse.
Minas já recebeu aporte para o metrô
Ao comentar especificamente o caso de Belo Horizonte, o ministro destacou que o governo federal já destinou recursos significativos para o sistema metroviário da capital.
“Em Minas Gerais, em específico, o governo federal aportou mais de 2,8 bilhões na linha do metrô de BH”, afirmou.
Ele acrescentou que novas possibilidades seguem em análise. “A gente vem avaliando outras possibilidades também, não só em Minas, como no Brasil todo, para cada vez mais levar infraestrutura e melhorar a mobilidade urbana”, disse.
Expansão depende de avaliação e planejamento
O ministro reforçou que o foco do governo é fortalecer o transporte coletivo e ampliar a integração entre os modais. “O foco do Ministério das Cidades é melhorar o transporte público coletivo”, afirmou.
Segundo ele, o objetivo é avançar para um sistema mais eficiente e conectado. “A questão é estimular o transporte público coletivo e investir para que o país chegue a um estágio em que a gente tenha os modais interconectados”, explicou.
Obras são complexas e de longo prazo
Durante a entrevista, também foi destacado que projetos de mobilidade urbana enfrentam desafios técnicos e ambientais, o que impacta o prazo de execução.
O ministro reconheceu que essas obras não avançam na velocidade desejada. “São obras que levam tempo e não acontecem na velocidade que a gente gostaria”, afirmou.
Ele ressaltou que o avanço depende de planejamento e início efetivo dos projetos. “A destinação de recursos e o planejamento são fundamentais, porque senão a gente fica onde está, preso no trânsito, demorando para chegar em casa e com a qualidade de vida cada vez menor”, disse.
