O Ministério Público de Minas Gerais recomendou à Prefeitura de Belo Horizonte nesta quinta-feira (30/4) que não implemente motofaixas sem cumprir exigências técnicas e autorização federal.
O órgão apontou falhas no estudo inicial apresentado pela prefeitura. Segundo o MP, o material não inclui dados sobre fluxo de veículos, velocidade média e registros de acidentes.
A recomendação foi feita na mesma semana em que o Ministério dos Transportes autorizou a implantação das estruturas na capital.
A liberação inclui corredores como a Via Expressa e as avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, onde há previsão de implantação rápida, apesar de alertas sobre riscos.
O Ministério Público também citou estudos com base em experiências de São Paulo, que indicam aumento de mortes de motociclistas e maior velocidade nas vias com a chamada faixa azul.
O órgão cobra análise técnica completa, monitoramento contínuo e definição de regras para suspensão da medida em caso de aumento de acidentes. A recomendação também considera impacto no sistema de saúde, com possível aumento de internações e custos públicos.
