Moradores de Belo Horizonte que precisam de cuidados contínuos após internação hospitalar podem receber atendimento médico em casa pelo SUS. O serviço é oferecido pela Prefeitura por meio do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), que acompanha pacientes diretamente na residência após alta hospitalar.
O atendimento é voltado para pessoas que ainda necessitam de acompanhamento clínico, mas já não precisam permanecer internadas. As equipes fazem visitas domiciliares para realizar procedimentos, monitorar a recuperação e orientar familiares e cuidadores.
Quem pode receber atendimento domiciliar em BH
O serviço atende diferentes perfis de pacientes da capital mineira. Entre eles estão pessoas em recuperação após internação em hospitais ou UPA’s, pacientes com doenças crônicas ou agudas e usuários em cuidados paliativos.
As equipes também acompanham crianças e adultos que precisam de assistência especializada em casa.
Como funciona o acesso ao serviço
O encaminhamento para o atendimento domiciliar é feito exclusivamente pelas unidades onde o paciente esteve internado, sejam hospitais públicos, privados ou UPAs da capital.
Após a indicação médica, a admissão no serviço ocorre em até 48 horas.
Para receber o atendimento, o paciente precisa ter diagnóstico definido, plano terapêutico estabelecido e um cuidador ou familiar disponível para acompanhar a rotina de cuidados.
Além da assistência em casa, as equipes articulam o atendimento com os centros de saúde de referência para garantir continuidade do cuidado na rede SUS-BH.
Equipes fazem atendimento multidisciplinar
O SAD conta com equipes formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.
Os profissionais realizam procedimentos como curativos, sondagens e acompanhamento clínico. Além da orientação aos familiares responsáveis pelos cuidados diários do paciente.
Segundo a diretora de Urgências e Emergências da capital, Renata Mourão, o serviço também ajuda a reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento.
“O serviço ajuda a evitar internações desnecessárias, reduzir o tempo de permanência e a superlotação em hospitais e UPAs. Com isso, libera leitos e diminui riscos, como infecções. Entre julho e dezembro de 2025, foram realizados 769 giros de leitos hospitalares, ampliando a oferta de vagas e ajudando a desafogar esses serviços”, afirmou.
De acordo com a PBH, em 2024, mais de 6,2 mil pacientes foram atendidos pelo serviço em Belo Horizonte. No ano seguinte, o número passou de 7,8 mil usuários, crescimento de 26%. Apenas entre janeiro e fevereiro de 2026, quase 2 mil pessoas receberam assistência domiciliar.
