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Páscoa mais cara em BH: chocolates sobem até 37% e variação entre lojas passa de 80%

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Larissa Reis

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Pesquisa aponta aumento nos preços em relação a 2025 e grandes diferenças de valores entre os estabelecimentos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Os chocolates já começaram a ocupar as prateleiras dos supermercados de Belo Horizonte e, neste ano, a Páscoa deve pesar mais no bolso do consumidor. Levantamento do MercadoMineiro.com.br e do aplicativo comOferta.com, realizado em 10 supermercados, atacarejos, drogarias e lojas de departamento da capital, aponta aumento nos preços em relação a 2025 e grandes diferenças de valores entre os estabelecimentos.

“Os preços dispararam em relação ao ano passado. E não foi só dos ovos de Páscoa. As barras de chocolate, que eram uma saída para o consumidor, também subiram muito”, analisou Feliciano Abreu, do Mercado Mineiro, em entrevista ao Central 98 nesta segunda-feira (2/3).

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Entre os principais reajustes, a barra da Lacta passou de R$ 7,39 para R$ 9,94, alta de 34,56%. O ovo Trakinas (190g) subiu de R$ 59,62 para R$ 80,99 (35,84%), enquanto o ovo Sonho de Valsa (277g) foi de R$ 47,49 para R$ 57,99 (22%).

Nos produtos da Nestlé, a barra avançou de R$ 7,92 para R$ 10,89, aumento de 37%. Já o ovo Surpresa (204g) passou de R$ 58,83 para R$ 76,99, alta de 30,87%.

Na Garoto, a barra foi de R$ 7,38 para R$ 9,48 (28%), e o ovo Talento Avelã (350g) subiu de R$ 73,40 para R$ 91,95 (25%).

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Segundo Feliciano, a alta está ligada ao aumento no custo das matérias-primas, principalmente do cacau. “É uma crise do chocolate a nível internacional, e isso refletiu nas barras e nos chocolates para o consumidor. A matéria-prima está muito cara. Tirando o açúcar, o chocolate mesmo está com preço elevadíssimo, e isso precisa ser repassado para o bolso do consumidor”, explicou.

Diferença entre lojas pode passar de 80%

Além dos reajustes anuais, a pesquisa identificou variações expressivas entre estabelecimentos.

Nos itens da Lacta, o ovo ao leite (157g) foi encontrado de R$ 43,99 a R$ 56,99, diferença de 29,55%. O Oreo (239g) variou 34,43%, de R$ 44,99 a R$ 60,48. Já a caixa de bombom Favoritos (250,6g) apresentou variação de 66%, custando entre R$ 12,90 e R$ 21,49. A barra de 80g teve diferença de 75%, indo de R$ 7,98 a R$ 13,99.

Na Nestlé, o ovo Classic (199g) oscilou 23%, de R$ 59,99 a R$ 73,90. A caixa Especialidades variou 33% (R$ 14,99 a R$ 19,99), enquanto a barra apresentou diferença de 44,49%, custando de R$ 8,99 a R$ 12,99.

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Entre os produtos da Garoto, o ovo Talento Avelã (350g) foi encontrado entre R$ 83,99 e R$ 102,90 (22,51%). A barra de 80g teve uma das maiores oscilações da pesquisa: 81%, variando de R$ 7,98 a R$ 14,49. A caixa de bombom (250g) apresentou diferença de 46%, entre R$ 12,98 e R$ 18,99.

Na Ferrero Rocher, as variações foram menores. O Gran Ferrero (225g) oscilou 15% (R$ 99,98 a R$ 114,99). O bombom Ferrero Rocher (150g) variou 13,16%, entre R$ 45,68 e R$ 51,69. Já o ovo Ferrero Rocher Dark (138g) teve diferença de 10,26%, e o Kinder Mundo dos Dragões (150g) variou 13,53%.

Diante desse cenário, a orientação é clara. “Nesse momento, é para o consumidor observar mesmo. Vai ao supermercado, olha o preço, porque é formação de mercado. É um período muito curto, e um estabelecimento fica olhando o preço do outro. Nós temos que estimular essa concorrência”, afirma Feliciano.

Ovo ou barra: qual vale mais a pena?

A alternativa de trocar o ovo por barras ou caixas de bombom – estratégia adotada por muitos consumidores nos últimos anos para economizar – pode não trazer a mesma vantagem em 2026.

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“Vai ser complicadíssimo trocar o ovo pela barra, como muita gente fez no ano passado. Parece que houve um movimento da indústria ao perceber isso. Tanto que as barras e as caixas de bombom subiram mais que os ovos de Páscoa”, diz Feliciano.

Na prática, a mudança de hábito do consumidor pode ter sido incorporada à estratégia de preços da indústria, reduzindo a economia fora dos ovos tradicionais e tornando a pesquisa ainda mais essencial neste ano.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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