Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região se reúnem nesta sexta-feira para definir os rumos da greve da categoria que teve início na última quarta-feira, 16. Os educadores estão em um impasse com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais sobre a Convenção Coletiva de Trabalho.
Segundo os professores, a entidade patronal condiciona a renovação do acordo à divisão entre educação básica e superior. Sem a convenção, mais de 50 cláusulas trabalhistas ficam suspensas, segundo os professores. A entidade calcula que esses direitos representam de 35% a 48% da remuneração, conforme o tempo de carreira.
Por meio de nota, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais afirmou que nenhum benefício já assegurado aos professores pela atual Convenção Coletiva de Trabalho está sendo retirado.
Informou, também, que a proposta de separação das convenções não representa a retirada de benefícios dos professores. Ao contrário, busca criar condições para que as negociações sejam realizadas de forma mais próxima da realidade de cada segmento, considerando suas particularidades e desafios.
O caso tramita no Tribunal Regional do Trabalho.
