A Santa Casa BH avançou nas obras de restauração de sua fachada histórica, um dos cartões-postais de Belo Horizonte. A instituição anunciou que vai apresentar, no dia 11 de março, os avanços da intervenção no prédio centenário e revelar as próximas etapas de um projeto mais amplo, que combina preservação do patrimônio com planos de modernização do complexo hospitalar.
A primeira fase das obras se concentra na fachada frontal do hospital, que atende 100% pelo SUS. Após um diagnóstico técnico que definiu as intervenções necessárias, a restauração já está em andamento desde o ano passado. Durante o encontro com autoridades, investidores e imprensa, a instituição também deve detalhar as técnicas utilizadas e o cronograma das próximas etapas.
O plano prevê uma segunda fase ainda em 2026, quando a chamada ala D passará por restauração. Depois, será a vez da fachada posterior, que ainda está em fase de planejamento. Além da recuperação estrutural, o projeto inclui intervenções arquitetônicas e soluções de modernização que devem ampliar o impacto visual e funcional do complexo hospitalar no entorno urbano.
A proposta da Santa Casa é ir além da restauração do prédio histórico e transformar o chamado “quarteirão da saúde” em um espaço mais integrado à cidade. A ideia é reforçar a importância do conjunto arquitetônico tanto do ponto de vista simbólico quanto urbano, conectando tradição e inovação em um dos endereços mais emblemáticos da capital mineira.
Segundo o provedor da instituição, Roberto Otto, a obra representa um passo importante para o futuro da entidade. “Há anos a gente vem observando que a fachada precisava dessa restauração. Então, nós fomos atrás de parceiros que pudessem viabilizar esse projeto e vimos o quanto eles se engajaram. Agora, damos um passo além: não estamos apenas restaurando paredes, estamos preparando a Santa Casa BH para os próximos 100 anos, preservando sua história e projetando inovação para Belo Horizonte”, declarou.
A iniciativa conta com recursos captados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio de empresas como Supermercados BH, Minerita, Kinross Brasil, AngloGold Ashanti, Grupo Avante, J. Mendes, By Moto, Hypofarma, Novartis Brasil, Geopar, Grupo Multitécnica, Cedro Mineração, Patrus Transportes, Mhédica e Verde Distribuidora.
O projeto conta, ainda, com o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Para o presidente da entidade, Flávio Roscoe, apoiar a restauração do prédio é uma forma de preservar um patrimônio simbólico de Minas Gerais. “Por meio da Lei Rouanet acionamos, imediatamente, as empresas que compõem nosso Conselho Estratégico, em especial as mineradoras, que fazem parte da essência do nosso estado, e contribuímos para preservar a história e a arquitetura da guardiã da saúde em Minas Gerais, fortalecendo sua trajetória e permitindo que a instituição siga direcionando seus recursos assistenciais àquilo que é sua essência: o cuidado com as pessoas”.