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Sem acordo sobre corte de ponto, trabalhadores mantêm greve da educação em BH

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Igor Teixeira

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Os profissionais da rede municipal cobraram recuo em relação à política de corte de pontos dos grevistas. ( Foto: Divulgação)

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Os trabalhadores da educação da rede municipal de Belo Horizonte decidiram manter a greve durante assembleia realizada na Praça da Estação, nesta terça-feira (02/6). A decisão foi tomada após nova rodada de negociações com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que, segundo o sindicato da categoria, não avançou nas discussões sobre corte de ponto dos servidores em greve e reposição das aulas.

A paralisação já dura 37 dias e foi iniciada em 27 de abril.

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Sindicato aponta avanços em parte da pauta

Segundo a diretora do Sind-Rede BH, Carol Pasqualini, houve avanços em pontos relacionados às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE).

De acordo com ela, a prefeitura aceitou normatizar a contratação dos profissionais de apoio por meio de processo seletivo e garantiu que as atividades pedagógicas continuarão sob responsabilidade dos professores concursados.

“Entendemos que houve alguns avanços com relação à questão das OSCs, como a normatização da forma de contratação por processo seletivo dos apoios educandos que vierem a ser contratados e também a questão do pedagógico ser garantido, que é obrigação dos professores concursados, sejam eles os professores responsáveis pelo AEE ou os professores regentes”, afirmou.

Impasse continua sobre corte de ponto e reposição

Apesar dos avanços apontados pelo sindicato, a categoria afirma que a prefeitura continua sem apresentar uma solução para o pagamento dos dias parados e para a reposição das atividades escolares.

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Segundo Carol Pasqualini, a continuidade da greve foi aprovada justamente pela ausência de acordo nesses dois pontos.

“Como a prefeitura se recusa a falar sobre esses outros dois pontos, então a categoria decidiu pela continuidade da greve. Agora está com o prefeito a decisão de negociar sobre reposição e corte de ponto para que a greve possa se encerrar”, disse.

Em nota, a prefeitura lamentou a decisão dos professores em manter a greve. Veja a nota na íntegra:

A Prefeitura de Belo Horizonte lamenta a decisão dos professores de manterem a greve, mesmo diante da sequência de reuniões realizadas pela administração municipal para garantir o atendimento das principais pautas prioritárias da categoria.

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A Prefeitura ressalta que realizou, inclusive nessa segunda-feira (1º), mais uma reunião com representantes dos trabalhadores, em mais um esforço de diálogo e construção de consenso, avançando em novas pautas. A administração municipal destaca que vem buscando construir soluções para encerrar a paralisação e reduzir os impactos causados às famílias e aos estudantes.

Sobre a manifestação realizada nesta terça-feira (2), a Prefeitura esclarece que, por se tratar de um prédio público e visando garantir a segurança de todos os envolvidos, é procedimento padrão que forças de segurança, incluindo a Guarda Municipal, acompanhem manifestações e atos públicos para assegurar a ordem, a preservação do patrimônio público e o direito à manifestação pacífica.

A administração reforça que a atuação ocorre dentro dos protocolos de segurança, com foco na organização do espaço, na preservação do patrimônio público e na proteção das pessoas presentes no local.

Entenda o caso

A greve dos trabalhadores da educação da rede municipal foi deflagrada em 27 de abril. O Sind-Rede BH afirma que o movimento envolve mais de 70 reivindicações.

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Entre os principais pontos apresentados pela categoria estão o pagamento integral do piso nacional da educação, com reajuste de 5,4% e retroativos a janeiro, a contratação de mais profissionais para reduzir o déficit na rede municipal, maior transparência sobre vagas e lotações nas escolas e mudanças na política de contratação dos profissionais de apoio aos estudantes com deficiência.

Nos últimos dias, prefeitura e sindicato chegaram a anunciar avanços em parte da pauta considerada negociável. No entanto, o impasse envolvendo o corte de ponto dos grevistas e a reposição das aulas segue sem acordo.

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Igor Teixeira

Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.

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