O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou uma nova fase da Operação Mute, ação nacional voltada ao combate da comunicação ilegal dentro de presídios. A iniciativa ocorre simultaneamente em unidades prisionais de todo o país.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, a operação conta com apoio da Polícia Federal e das polícias penais dos estados e do Distrito Federal.
O foco é impedir que organizações criminosas utilizem celulares e outros meios para coordenar crimes fora do sistema prisional.
Tecnologia reforça fiscalização nas unidades
Nesta 10ª edição, a operação passou a utilizar equipamentos de inteligência e inspeção avançada, como scanners eletrônicos, georadar e kits portáteis de varredura.
Segundo o governo, os recursos somam mais de R$ 59 milhões em investimentos e têm como objetivo aumentar a eficiência das ações e fortalecer a segurança pública.
As tecnologias são utilizadas em revistas dentro de celas e pavilhões, com foco na identificação de materiais ilícitos.
Mais de 7 mil celulares já foram apreendidos
Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7.500 celulares foram apreendidos em presídios.
Ao todo, mais de 35 mil policiais penais participaram das ações, com inspeções realizadas em quase 35 mil celas em todo o país.
As operações são baseadas em planejamento estratégico e uso de inteligência para direcionar as buscas dentro das unidades.
Objetivo é enfraquecer organizações criminosas
A operação busca reduzir a atuação de facções ao interromper a comunicação entre presos e o ambiente externo.
Além da apreensão de aparelhos e outros itens proibidos, a iniciativa também padroniza procedimentos de revista e amplia o controle nas unidades prisionais.
Segundo o Ministério da Justiça, a ação reforça a presença do Estado dentro do sistema prisional e contribui para a redução da criminalidade.
