Governistas e oposição reagiram de forma distinta à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado, nesta quarta-feira (29/4). Enquanto o governo suavizou o impacto, a oposição apontou perda de força política.
Após a votação, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a rejeição não agrada, mas minimizou os efeitos políticos da decisão. Segundo Randolfe, o resultado foi influenciado pelo cenário eleitoral.
“Não é agradável a rejeição de quem quer que seja 124 anos depois. O resultado aqui é pressionado pelo processo eleitoral. […] Lula vai ser eleito presidente esse ano. Não tem impacto nenhum isso daí. É uma decisão dos senadores, não é uma decisão do povo brasileiro”, disse.
Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), avaliou que o governo sofre uma perda de capital político com a rejeição.
“Não tenha dúvida de que ele perde capital político. […] Se perde credibilidade, se perde capacidade de articulação e legitimidade para conduzir um processo de negociação aqui na Casa”, afirmou.
Marinho também defendeu que a indicação para a vaga no STF seja feita apenas após as eleições. Segundo ele, esse foi um pedido apresentado ao presidente do Senado.
A vaga no STF segue aberta, e um novo nome deverá ser indicado pelo presidente da República e submetido novamente ao Senado.
