PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

BC decreta liquidação do Banco Master e põe fim a acordo com Fictor

Siga no

Compliance Zero já teve seis fases, 21 prisões decretadas e mandados cumpridos em sete estados, incluindo Minas Gerais (Banco Master/Divulgação)

Compartilhar matéria

O Banco Central decretou, nesta terça-feira (18/11), a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo avançar.

A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a Master SA Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A liquidação judicial do Master entrou no radar do mercado desde setembro, quando o BC negou a autorização para o Banco de Brasília (BRB) adquirir a companhia. O modelo de negócios do Master era considerado problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo FGC e pagava taxas muito acima do mercado

O anúncio ocorre quase um mês após ter vetado a oferta de compra de uma fatia da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). A medida dá fim a um processo acelerado de crescimento do Master, que foi baseado em dois pilares: a captação de recursos pagando a investidores juros muito acima da média do mercado e a compra de ativos com baixa liquidez, como empresas com problemas financeiros, precatórios e direitos creditórios.

O que é a liquidação?

A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema. A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, deixa de funcionar.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Esse regime é adotado quando a situação de insolvência – ou seja, de endividamento – é irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade. O BC nomeia um liquidante, que buscará a venda dos ativos existentes para viabilizar o pagamento, que for possível, aos credores.

Também é acionado o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma espécie de “seguro” aos investidores e correntistas contra calotes. O FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição bancária. Não há prazo determinado para o encerramento da liquidação: ela termina por decisão do Banco Central ou pela decretação da falência da instituição.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Brasil

Brasil vai parar vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após mortes suspeitas

CNH sem multas: nova lei permite renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação

Acordo de delação de Daniel Vorcaro entra em semana decisiva de negociações

Casal é levado à delegacia por gerar tumulto após confundir símbolo de quadrilha junina com estrela do PT 

Para relator, pressão dos EUA a Pix deve ajudar a votar PEC do BC na próxima semana

VÍDEO: Turista se arrisca ao pular próximo às quedas das Cataratas do Iguaçu para buscar celular

Últimas notícias

Em greve, professores de BH marcam nova assembleia nesta quarta-feira

PT lança carta para evangélicos, evita pautas de costumes e reforça programas de Lula

‘Não é fácil suceder Lula’, diz Erika Hilton sobre futuro da esquerda

Após impor sigilo de 100 anos em processos de bets, Fazenda recua e promete transparência

BH suspende vacinação contra dengue com imunizante do Butantan após orientação federal

Jarbas defende renegociação do Propag: ‘a mesa estava contaminada pela política’

‘Terras raras são o ouro do século XXI’, diz Jarbas Soares ao defender mineração responsável em MG

‘Não sou de esquerda, nem de direita’, diz Jarbas Soares

Wilton Pereira Sampaio apitará abertura da Copa do Mundo de 2026