O Conselho Federal de Farmácia (CFF) alertou para os riscos do uso de inteligência artificial na escolha de medicamentos após a influenciadora Virginia Fonseca afirmar que utilizou a tecnologia para analisar sintomas e comprar remédios durante uma viagem aos Estados Unidos.
Em nota publicada nas redes sociais, o órgão destacou que ferramentas de IA podem oferecer informações gerais, mas não substituem a avaliação individualizada de profissionais de saúde.
“Embora ferramentas de IA possam fornecer informações gerais, elas não substituem a avaliação individualizada realizada por um profissional habilitado, especialmente quando envolve a escolha e o uso de medicamentos”, afirmou o CFF.
Durante uma viagem aos Estados Unidos, Virginia Fonseca contou nas redes sociais que teve um forte resfriado. Segundo a influenciadora, em vez de buscar atendimento médico naquele momento, utilizou uma ferramenta de inteligência artificial para analisar os sintomas e indicar medicamentos.
Ela afirmou que gastou cerca de US$ 300 na compra dos produtos recomendados pela tecnologia, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,5 mil.
Segundo o Conselho, a automedicação baseada em recomendações de ferramentas digitais pode resultar em escolhas inadequadas, pois esses sistemas não têm acesso ao histórico clínico completo do paciente nem conseguem avaliar fatores como doenças pré-existentes, alergias, medicamentos em uso e outras condições específicas.
O CFF reforçou ainda que, no Brasil, a presença do farmacêutico é obrigatória em estabelecimentos que dispensam medicamentos e destacou a importância da orientação profissional para garantir maior segurança no uso de remédios.
